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Alta Floresta sai da lista dos municípios que mais desmatam

Após cinco anos na lista dos piores, município matogrossense limpa o nome ao controlar o desmatamento e registrar 80% de sua área.

Leilane Marinho ·
10 de abril de 2012 · 14 anos atrás
 Irene Duarte, secretária de Meio Ambiente de Alta Floresta, apostou na união entre prefeitura, parceiros e sociedade local para conseguir tirar o município da lista negra. foto: ICV
Irene Duarte, secretária de Meio Ambiente de Alta Floresta, apostou na união entre prefeitura, parceiros e sociedade local para conseguir tirar o município da lista negra. foto: ICV

Após cinco anos de trabalho, finalmente Alta Floresta (MT) pula fora da lista dos 43 municípios que, juntos, foram responsáveis por 55% do desmatamento na Amazônia Legal em 2008. Criada em 2007 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a lista é uma forma de obrigar os municípios a reduzir o desmatamento e a cadastrar pelo menos 80% do território junto aos órgãos fundiários. Na prática, é como se a cidade inteira estivesse com o “nome sujo” na praça, tendo proibida a autorização para qualquer novo desmatamento, mesmo nos casos em que a legislação ambiental permite. Além disso, os produtores desses municípios ficam sujeitos às restrições de crédito agrícola e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pode exigir o recadastramento de todas as propriedades da região, a partir de um novo georreferenciamento.

Alta Floresta atingiu o registro de 80% de sua área no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Era o que faltava para o município sair da lista negra. Além disso, agora o município matogrossense terá o desmatamento monitorado, o que possibilita um acompanhamento mais seguro de novas devastações.

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De acordo com o Instituto Centro de Vida (ICV), o sucesso do trabalho em Alta Floresta é fruto de um trabalho de gestão ambiental municipal desenvolvido a muitas mãos desde o final de 2009, com ações de parceria entre prefeitura municipal, segmentos econômicos, organizações não-governamentais e sociedade civil.

“Nós estamos mostrando que é possível produzir com sustentabilidade na Amazônia. Eu acredito nisso e todos que atenderam ao nosso chamado cidadão também acreditam”, disse Irene Duarte, secretária de Meio Ambiente de Alta Floresta, ao se referir aos pequenos, médios e grandes proprietários que aderiram a proposta e fizeram o CAR.  “Em 2007 tinhamos 50% do município devastado e hoje podemos dizer que o desmatamento zerou em Alta Floresta”.  (com informações do Instituto Centro de Vida)

Trabalhando com uma visão de gestão integrada, secretaria de Meio Ambiente conseguiu cadastrar 80% do território no CAR. foto: ICV
Trabalhando com uma visão de gestão integrada, secretaria de Meio Ambiente conseguiu cadastrar 80% do território no CAR. foto: ICV

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