Na terça-feira, dia 17 de maio, o governo Lula vai finalmente revelar os números do desmatamento na Amazônia no biênio 2003-2004. Os números estão no Ministério do Meio Ambiente há pouco mais de dez dias. A demora em soltá-los deveu-se ao fato de eles ainda estarem passando por uma auditoria interna e também a uma discussão, dentro do governo, sobre quem deveria se responsabilizar pela sua divulgação. A batata quente caiu nas mãos da turma da Casa Civil do ministro José Dirceu, que liderou a iniciativa do governo contra o desmatamento na Amazônia no ano passado. Ela foi um fracasso. “Os valores são altos”, diz João Paulo Capobianco, diretor de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente. “Não há muito a celebrar”, continua, sem dar muita pista dos patamares onde vão ficar.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Falta de água, banheiro e peixes pode complicar a conservação
Comunidades enfrentam precariedades e pressões externas enquanto mantêm ambientes e modos de vida tradicionais →
O som que não ouvimos: o zunido da Terra e o que ele revela sobre nossa relação com o mundo
Diferentes hipóteses já tentaram explicar o fenômeno: desde ventiladores industriais até sons emitidos por peixes ou turbulências atmosféricas. Nenhuma delas conseguiu encerrar o debate →
A conservação mantém de pé a economia que o mar produz
Como uma natureza conservada sustenta milhares de empregos, renda e atividades produtivas no litoral brasileiro →
