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Cinco onças-pintadas serão monitoradas pelas equipes do Instituto Mamirauá. O monitoramento faz parte do Projeto Iauaretê, que estuda a ecologia das onças-pintadas que vivem em florestas inundáveis de várzea na Amazônia. Após a primeira fase da pesquisa, que foi a captura de 5 onças-pintadas – dois machos e três fêmeas -, o projeto vai acompanhar os animais através dos colares de telemetria, que informam via satélite, a cada dois dias, a posição do animal.
O principal objetivo do Projeto Iauretê – cujo nome é uma homenagem ao famoso conto de Guimarães Rosa, “Meu tio Iauaretê” – é entender como as onças-pintadas se comportam e usam o habitat da região quando o nível da água sobe e alaga esse tipo e floresta. Iauaretê, em tupi-guarani significa onça verdadeira (iaura+etê).
Para estudá-las, no início de novembro foi iniciada a campanha para capturar as onças-pintadas. Utilizou-se 30 armadilhas de laço, espalhadas em 7 trilhas identificadas como locais de passagem de onças. “O laço é um cabo de aço flexível que prende o animal pela pata quando ele aciona a armadilha. Colocam-se as armadilhas sem isca em locais onde por onde o animal frequenta. Elas não machucam e são, hoje, consideradas a técnica mais segura e eficiente para a captura de onças-pintadas”, explicou o biólogo Emiliano Esterci Ramalho, responsável pelo Projeto Iauaretê.
O uso de armadilhas de laço é a técnica de captura recomendada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, do ICMBio.
Todos os dias, a equipe percorreu as trilhas para verificar as armadilhas e descobrir se algum animal foi capturado. Demorou 10 dias até o primeiro sucesso. Uma vez presa, estima-se o peso da onça foram para saber a quantidade adequada de anestésico a ser administrado, ação necessária para a instalação do colar.
“Cada onça capturada tem seu estado de saúde geral avaliado e monitorado durante todo tempo em que fica com a equipe. Ela recebe um colar de telemetria GPS, é medida e pesada, e tem o seu sangue coletado. Esse procedimento todo é realizado em aproximadamente uma hora e o animal é liberado em seguida. Após o procedimento, a equipe fica com o animal até ele dar sinais de recuperação do anestésico”, disse Ramalho.
A fase da captura terminou em fevereiro. Agora, a equipe recebe e estuda as informações enviadas pelo colar de telemetria, que mostra exatamente por onde as 5 onças-pintadas estão passando.

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