Notícias

Banco Mundial aprova US$50 mi contra desmatamento no Peru

Projetos do Plano de Investimento do Peru são o resultado da coordenação entre organizações indígenas amazônicas e o governo peruano.

Giovanny Vera ·
18 de novembro de 2013 · 8 anos atrás

Representantes peruanos e membros do Conselho Diretivo do Programa de Investimento Florestal.  Crédito: MINAM
Representantes peruanos e membros do Conselho Diretivo do Programa de Investimento Florestal. Crédito: MINAM

No final do mês de outubro passado, em Washington, Estados Unidos, o Conselho Diretor do Programa de Investimento Florestal (FIP, em inglês) do Banco Mundial aprovou um investimento de 50 milhões de dólares para combater o desmatamento e a degradação das florestas no Peru. Os projetos do plano aprovado serão executados nas regiões amazônicas de San Martin, Loreto, Ucayali e Madre de Dios a partir de 2015.

O Plano de Investimento Florestal apresentado pela delegação peruana e aprovado em Washington inclui projetos “para promover a conservação da biodiversidade, apoiar a titulação e registro de propriedades rurais e terras comunitárias, melhora das florestas e governança ambiental, (…) o aumento do valor dos ativos ambientais das florestas e áreas degradadas, e atividades para a inovação e o desenvolvimento do mercado”, diz uma nota do Ministério do Ambiente do Peru.

De acordo com Gabriel Quijandría, vice-ministro de Desenvolvimento Estratégico dos Recursos Naturais do Ministério do Ambiente do Peru, “o FIP representa uma grande oportunidade para provar os novos modelos de colaboração com os principais sócios que trabalham na proteção de nossos bosques, como a Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Selva Peruana (AIDESEP) e a Confederação de Nacionalidades da Amazônia no Peru (CONAP)“.

Projetos e orçamento do Plano de Investimento para Programa de Investimento Florestal. Crédito: Programa de Investimento Florestal
Projetos e orçamento do Plano de Investimento para Programa de Investimento Florestal. Crédito: Programa de Investimento Florestal

Segundo a AIDESEP, com a aprovação do Plano de Investimento Florestal obteve-se um importante avanço na defesa dos direitos indígenas e na proposta do REDD+ Indígena, com ênfase em especial na titulação de territórios indígenas, gestão florestal comunitária e governança e fortalecimento de comunidades e organizações indígenas amazônicas.

O Programa de Investimento Floresta é parte de um grupo de iniciativas de financiamento relacionadas com o clima, do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e de outras organizações. Seu objetivo principal é financiar a aplicação de estratégias nacionais para a Redução de Emissões Derivadas do Desmatamento e a Degradação de florestas em países em desenvolvimento.

A delegação peruana nos Estados Unidos foi formada pelo Vice-ministro de Desenvolvimento Estratégico de Recursos Naturais e representantes da AIDESEP e da CONAP.

 

 

Saiba mais
Plano de Investimento FIP – Peru

Leia também
REDD+ indígena: uma alternativa ao REDD+?
O que é REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) e o que pode representar para a conservação de nossas florestas?

 

 

 

  • Giovanny Vera

    Giovanny Vera é apaixonado pela área socioambiental. Especializado em geojornalismo e jornalismo de dados, relata sobre a Pan-Amazônia.

Leia também

Reportagens
26 de outubro de 2021

De olho na COP-26, governo lança Programa de Crescimento Verde

Especialistas classificam iniciativa como vazia e retórica. Com desmatamento em alta e falta de políticas de controle, Brasil não terá nada de relevante para levar a Glasgow

Salada Verde
26 de outubro de 2021

Governo atualiza lista de municípios que mais desmatam a Amazônia

União do Sul (MT), Santana do Araguaia (PA) e Ulianópolis (PA) estão na lista de municípios críticos. Os três mais que dobraram a área desmatada entre 2019 e 2020

Reportagens
26 de outubro de 2021

Assim como desmatamento, exploração madeireira avança pelo norte de Rondônia

Divisa entre RO, MT e AM é conhecida como a “nova fronteira do desmatamento”. Do total explorado no estado, em ao menos 5 mil hectares e retirada de madeira foi feita de forma ilegal

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta