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Denúncia de omissão do Estado na morte de ambientalista chega à OEA

Raimundo dos Santos Rodrigues foi assassinado no Maranhão após ameaças por denunciar desmatamento ilegal. Foi assassinado quando chegava em casa.

Rafael Ferreira ·
2 de setembro de 2015 · 6 anos atrás
O ambientalista, membro do , combatia o desmatamento dentro da Reserva Biológica do Gurupi. Foto: Ismar Inger/Greenpeace
O ambientalista, membro do , combatia o desmatamento dentro da Reserva Biológica do Gurupi. Foto: Ismar Inger/Greenpeace

O assassinato do conselheiro da Reserva Biológica do Gurupi, Raimundo dos Santos Rodrigues, chegou à Organização dos Estados Americanos (OEA). A denúncia partiu da Organização Não Governamental de Direitos Humanos Justiça Global.

A denúncia foi enviado para as relatorias da OEA de Execuções Sumárias, Defensores de Direitos Humanos e de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.

Raimundo dos Santos Rodrigues vinha denunciando a ação de madeireiros ilegais na região e virou alvo de ameaças. Na tarde do dia 25 de agosto, pistoleiros deram cabo da vida do ambientalista, que estava chegando em casa. A esposa de Raimundo também foi atingida e está internada Hospital Municipal de Imperatriz.

Segundo a ONG Justiça Global, as ameaças contra o ambientalista haviam sido comunicadas à Ouvidoria Nacional Agrária, mas nada foi feito. A ouvidoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário tem o  objetivo de prevenir e mediar os conflitos agrários na zona rural.

OEA

A preocupação com segurança dos outros conselheiros e dos moradores da comunidade Brejinho das Onças, localizada no interior da Reserva Biológica do Gurupi, levou a Justiça Global a enviar uma denúncia à OEA. Era nessa comunidade que Raimundo vivia com sua família.

Ainda segundo a ONG, além do conflito com madeireiros, a comunidade também sofre a perseguição de um latifundiário ligado a políticos locais.

A Reserva Biológica do Gurupi está conectada com as Terras Indígenas Alto Turiaçú, Awá e Carú. Juntas, elas protegem o último remanescente de Amazônia no Maranhão, mas a riqueza da floresta está ameaçada pela ação de madeireiros ilegais.

Não é a primeira vez que um defensor desse patrimônio é assassinado na região. Em abril, o agente indígena de saneamento Eusébio Ka’apor foi assassinado com um tiro nas costas, na mesma região e pelo mesmo motivo: lutar contra a exploração ilegal de madeira.

 

 

Saiba Mais
Nota Pública sobre o assassinato de José Santos Rodrigues | A morte da floresta, a morte de todos nós

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