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Prefeitura do Rio faz operação em terreno dentro de parque que foi posto “à venda” em site

Secretaria Municipal de Meio Ambiente coordenou operação para reprimir ocupações ilegais dentro do Parque Municipal de Grumari. Portão foi destruído

Daniele Bragança ·
29 de julho de 2020 · 1 anos atrás
Prefeitura do Rio faz operação em área de preservação ambiental de Grumari para reprimir ocupação ilegal e venda de terreno pela Internet. Foto: Divulgação/Seas

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro destruiu nesta quarta-feira (29) cercas e portão que isolavam um lote para futura construção dentro do Parque Natural Municipal de Grumari, na Zona Oeste do Rio. O terreno havia sido colocado à venda num site, por R$ 130 mil. O anúncio já saiu do ar.

A operação deflagrada nesta quarta-feira contou com a participação de 20 agentes da Polícia Militar, Guarda Municipal, Patrulha Ambiental e Comlurb. Não havia ninguém no local, que a partir de agora será fiscalizada diariamente pela Patrulha Ambiental.

Saiba Mais: Terreno desmatado, dentro do Parque municipal de Grumari, é posto “à venda” em site

A Prefeitura anunciou que irá reflorestar a área com mudas de espécies da Mata Atlântica.

“Retiramos o portão e as cercas, colocamos uma placa nossa. Vamos fazer o replantio no local. Na praia retiramos algumas estacas que delimitavam vagas “particulares”. Retiramos também um carro abandonado que tinha sido queimado e estava em uma rua”, disse Bernardo Egas, Secretário Municipal de Meio Ambiente, que liderou a operação conjunta de hoje.

Histórico

Fiscalização após derrubada das árvores. Foto: Divulgação/Seas

O imbróglio envolvendo o terreno começou em 3 de abril, quando uma autorização assinada por José Fernando de Souza Mota Júnior, titular da Diretoria de Arborização Parques e Jardins (FPJ), permitiu a remoção de 13 árvores da Mata Atlântica nativa no lote, que fica na Estrada do Grumari número 18, sem medida compensatória. A informação foi divulgada pelo jornal “O Globo”. Na ocasião, a FPJ justificou a autorização a suposta “doença” nos vegetais, o que não foi comprovado.

No dia 16 do mesmo mês, o Instituto Estadual do Ambiental (Inea) autuou a responsável pelo local, Angela Silva dos Santos, que não estava presente, por dano direto à Unidade de Conservação. No local foram encontradas derrubadas as seguintes espécies nativas da Mata Atlântica acurácia, carrapeta, gonçalo-alves, jacarandá-mimoso, pau-d’alho e pau-jacaré. A Secretaria de Meio Ambiente fez então uma inspeção e detectou a irregularidade do ato da FPJ. Além de estar dentro do parque, o lote integra a Área de Proteção Ambiental (APA) de Grumari e no entorno do Parque Estadual da Pedra Branca.

 

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  • Daniele Bragança

    É repórter especializada na cobertura de legislação e política ambiental. Formada em jornalismo pela Universidade do Estado d...

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