Salada Verde

Minc quer menor desmate da história

Dados oficiais mostram que desflorestamento caiu 90% na Amazônia, entre fevereiro e abril. Se perdas mensais seguirem baixas, 2009 pode ter menor taxa já registrada desde o início do monitoramento.

Salada Verde ·
2 de junho de 2009 · 17 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc disse hoje que, até o fim do ano, espera registrar o menor desmatamento acumulado na Amazônia nas últimas duas décadas. “Nossa meta é ter o menor desmate dos últimos vinte anos na Amazônia”.

A declaração foi feita em entrevista coletiva onde ele comentou novos números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontam uma queda de 90% no ritmo do desmatamento na região. Conforme os dados oficiais, entre fevereiro e abril foram perdidos 197 quilômetros quadrados (Km2) de matas. No mesmo período do ano passado, foram 1.992 Km2 desmatados. A novidade é que Mato Grosso voltou à liderança da degradação da Amazônia, com 111,8 Km2 (57%), seguido pelo líder anterior, o Pará, com 50,9 Km2, e Roraima, com 20,9 Km2.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Projetando os números atuais do Inpe, menores que a média mensal de desmatamento do ano passado, de aproximadamente mil quilômetros quadrados, o ministro avalia que será possível chegar ao fim do ano com pouco mais de 9 mil Km2 desmatados. Seria a menor taxa da história, conforme o monitoramento oficial que ocorre desde 1988 (veja aqui).

Os números, no entanto, devem ser relativizados pela grande cobertura de nuvens sobre a região nos últimos meses. A tecnologia usada para monitoramento ainda não consegue enxergar através delas. Ou seja, o desmatamento acumulado pode ser maior que o avaliado pelo governo. Com esse entrave técnico, Acre, Amazonas, amapá, Tocantins e Maranhão não foram monitorados pelos satélites, enquanto outros estados foram parcialmente avaliados. Nos três meses analisados pelo Inpe, em média apenas 20% da Amazônia esteve livre de nuvens. “Em parte, isso (nuvens) explicaria a redução no desmatamento”, disse Minc. No ano passado, a cobertura esteve em média 11% pontos percentuais abaixo da registrada este ano para os mesmos três meses.

Saiba mais:

Crescerá repressão contra desmatamento

Deter / Inpe

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
10 de junho de 2026

“A água conecta todos os seres vivos do planeta”, reforça Paul Watson

Em palestra de encerramento da UCBIO, ativista ambiental destacou como o oceano e todos os seus seres estão no centro da vida no planeta

Notícias
10 de junho de 2026

Florestas sem destino definido sustentam rios voadores na Amazônia, aponta estudo

Estudo aponta que florestas públicas sem destinação são fundamentais para à segurança hídrica na Amazônia e nos Andes

Análises
10 de junho de 2026

Mutirão 2: o inimigo não é outro

Por um errante minuto, a qualidade da imaginação do cinema carioca me faz desejar que o setor climático aprenda a mobilizar a opinião pública com o marketing do setor de segurança

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.