Salada Verde

Quanto custa e quanto vale

Em seis meses governo quer apresentar primeiras estimativas sobre contribuição econômica das unidades de conservação.

Salada Verde ·
28 de outubro de 2009 · 17 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Veadeiros: parque nacional movimenta 6 milhões de reais por ano. Foto: Aldem Bourscheit
Veadeiros: parque nacional movimenta 6 milhões de reais por ano. Foto: Aldem Bourscheit

O governo disparou essa semana um complexo estudo sobre a contribuição dos parques nacionais e outras unidades de conservação para vários setores da economia.

Durante o último congresso brasileiro de áreas protegidas, em Curitiba, foi divulgado que elas precisam de 1,8 bilhão de reais em investimentos. Agora, é preciso saber quanto elas contribuem financeiramente com produtos e serviços como extrativismo, turismo, esportes de aventura, caça de subsistência, água para agricultura e geração de energia, manutenção de clima, estocagem de carbono, valorização de imóveis e proteção de biodiversidade.

“Mostramos quanto custa manter o sistema de unidades de conservação. Agora, precisamos descobrir quanto valem para a economia os recursos que ele gera”, explicou Fábio França, diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Apoiado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e capitaneado pelo professor da Universidade de Brasília Jorge Nogueira, o estudo pode extrapolar valores reconhecidos quase que somente por ambientalistas e, com a ajuda dos números, aumentar o entendimento sobre a importância dessas áreas por outros setores do governo e da sociedade.

Mesmo ainda não totalmente implementado, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) movimenta 6 milhões anuais em pousadas, viagens, restaurantes e outros serviços, conforme a consultoria Nave Terra.

Segundo Nogueira, mesmo parques nacionais muito visitados como Tijuca, Iguaçu e Fernando de Noronha ainda contribuem pouco frente o conjunto da economia nacional. Mas o potencial é imenso quando se observam os chamados “serviços ambientais”. “Os serviços prestados pelas unidades de conservação são a galinha dos ovos de ouro, mas ainda são pouco reconhecidos”, destacou.

As primeiras estimativas são esperadas para daqui a seis meses. Um relatório consolidado será apresentado em outubro de 2010 na COP sobre biodiversidade de Nagóia (Japão).

Aldem Bourscheit

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Reportagens
9 de outubro de 2026

Governador eleito do Pará nomeia advogado do agro para comandar Meio Ambiente

Anúncio foi feito em Altamira, município marcado pelo desmatamento; Vinícius Borba, que protagonizou ações contra órgãos ambientais, deve assumir a secretaria em janeiro de 2027 →

Externo
9 de outubro de 2026

Batizada de ‘Maria’, nova espécie de anfíbio homenageia o nome mais popular do Brasil

Denominação de cobra-cega exclusiva do Rio de Janeiro também reverencia mulher escravizada que ajudou a reflorestar a Tijuca →

English
9 de outubro de 2026

How can the Amazon gain new markets beyond China, the U.S. and the EU?

Brazilian cattle ranching needs to improve animal-health and environmental controls to access new markets, experts say →

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.