Muitos cientistas sociais acreditam que fatores ambientais, como o clima, são pouco importantes para explicar o sucesso ou fracasso de sociedades humanas. Um estudo de pesquisadores da University of California/Berkeley (Estados Unidos) a ser publicado publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences mostra que, na África, entre 1981 e 2002, guerras são 50% mais prováveis nos anos mais quentes, quando há menos alimento. Um dos mais famosos conflitos com razões climáticas é o de Darfur, no Sudão. Além da base malthusiana de populações crescentes disputando recursos escassos, o tribalismo africano e o fundamentalismo religioso se somam para incendiar conflitos.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia
Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923 →
Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?
Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores →
Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?
O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras →

