Enquanto a política se debate para ver quem morde mais dos royalties do pré-sal, questões técnicas sérias passam batidas pelas áreas técnicas da Petrobras. Ainda não há solução para a idéia de se reinjetar o gás carbônico (CO2) que virá junto com o óleo desde as profundezas, pois ainda não há compressor no mundo com tal capacidade, sem falar na insuficiência de normas técnicas para extração de matérias-primas em tamanha profundidade e condições ambientais tão severas, a experiência é um desafio em inovação. Mas como dizem pelos corredores da estatal, “deus é brasileiro e trabalha na Petrobras”.
Já do parlamento, proliferam emendas ao texto da lei que regulará o aproveitamento da enorme jazida, plantada em um tipo de formação, dizem alguns geólogos, que se estende de Santa Catarina ao Maranhão. Sarney Filho (PV/MA) viu mais duas delas serem aprovadas pelo plenário da Câmara: uma exige inventário anual das emissões de CO2 na exploração do Pré-Sal, estudos apontam que a concentração do poluente é de 3 a 4 vezes maior do que os poços tradicionais, e outra definido que 3% dos 15% referentes aos royalties que serão pagos pela empresa exploradora de gás e petróleo no pré-sal sejam transferidos a um fundo especial para ações em favor do clima e da proteção do bioma marinho.
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