Sexta-feira passada (19), uma fêmea de mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii), do projeto de reintrodução realizado na Reserva Ecológica Guapiaçu (RJ), foi morta por caçadores na região conhecida como Aleixo. Um macho da espécie já havia sido abatido na mesma área no ano passado, apesar de um programa de educação ambiental desenvolvido pelo projeto. A morte da fêmea foi considerada uma represália pela ação de fiscalização estadual na semana anterior, que teria pressionado os caçadores que abundam naquela parte do Parque Estadual dos Três Picos. É óbvio que, sem presença constante do Instituto Estadual do Ambiente, os caçadores reaparecem tão logo a fiscalização deixa a área, e que ações esporádicas são mero paliativo que pode causar mais mal que bem. Valeria a instalação de uma “unidade pacificadora” na área.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia
Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923 →
Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?
Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores →
Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?
O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras →
