Salada Verde

Brasileiros e a biodiversidade

Pesquisa Barômetro Biodiversidade 2010, lançada neste mês, constatou que brasileiros estão mais familiarizados com o termo do que europeus e americanos.

Salada Verde ·
25 de maio de 2010 · 16 anos atrás
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A pesquisa Barômetro Biodiversidade 2010, lançada neste mês pela ONG Union for Ethical BioTrade (UEBT), constatou que brasileiros estão mais familiarizados com o termo biodiversidade do que europeus e americanos. A entidade, que realiza ações e projetos para a proteção da biodiversidade, entrevistou cinco mil pessoas na Alemanha, França, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, que pela primeira vez foi incluído no estudo.

Realizada anualmente, a pesquisa tem questões relativas à biodiversidade sob três aspectos diferentes: consumo, indústria e mídia. “Ele provê respostas a importantes perguntas, como ‘quantas pessoas já ouviram falar de biodiversidade? Como elas sabem o que isso realmente é?’, ‘como consumidores enxergam a importância do uso ético da biodiversidade?’, ‘consumidores confiam na indústria?’, ‘como a mídia cobre estes assuntos? Tudo o que compramos e usamos afeta a biodiversidade, mas estamos conscientes disso?”, indaga a organização.

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Os resultados surpreenderam. De acordo com a Union for Ethical BioTrade (que, em português, significa União pelo Biocomércio Ético), 94% dos consumidores brasileiros entrevistados já ouviram falar em biodiversidade – a maioria inclusive definiu o termo corretamente – , uma diferença e tanto em relação a americanos e europeus (64%). Apesar de ficarem atrás dos brasileiros, a pesquisa aponta um aumento do conhecimento do termo por pessoas da Europa e Estados Unidos em 4 pontos em relação a 2009. 

Outros dados apontados pela pesquisa mostram que 93% dos consumidores brasileiros já ouviram falar de conservação da biodiversidade e 73% de biopirataria (neste último, 50% a mais do que entrevistados americanos e europeus). “De modo geral, consumidores brasileiros tiveram as melhores notas em todas as noções relativas à biodiversidade e desenvolvimento sustentável, algo no qual empresas que possuem negócios em mercados emergentes do Brasil deveriam prestar muita atenção”, afirma a UEBT. 

Link da pesquisa

(Karina Miotto) 

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