Rio de Janeiro – De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), um parque nacional (ou estadual), deve preservar ecossistemas naturais que apresentem grande relevância ecológica, mas também precisa conciliar esta atividade com outras, qual o turismo ecológico. O que se vê, no entanto, são restrições às visitações e esportes realizados ao ar livre. O Rio de Janeiro, para fazer cumprir a lei, lançou o decreto que estabelece as regras para uso público em seus parques estaduais. A assinatura do governador Sérgio Cabral aconteceu em cerimônia realizada no Parque Lage, no dia da Mata Atlântica (27/05).
“A nossa ideia era criar um ato que mudasse a lógica de que toda visitação deve ser proibida, salvo quando expressamente permitida, por outra onde toda visitação é permitida, salvo quando expressa e justificadamente proibida”, disse André Ilha, diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e um dos mentores do decreto. Ele ressaltou, é claro, que todas as atividades devem estar de acordo com a principal função dos parques: a conservação da natureza.
Luis Firmino, presidente do Inea, também considera a medida um grande avanço, já que vai aproximar as pessoas das áreas protegidas no estado, o que pode criar um maior vínculo. Na ocasião, também houve o lançamento do livro “Regularização Fundiária em Unidades de Conservação”, obra que conta a experiência do Rio de Janeiro em pagar indenização para os proprietários cujos terrenos estão dentro de parques criados.
Ao comentar o assunto, a secretária de Ambiente do Estado, Marilene Ramos, lembrou o seu antecessor, Carlos Minc, e não escondeu o entusiasmo. “Não pegamos mais as áreas na mão grande. Não somos caloteiros”, vibrou. Ao longo da manhã, no Parque Lage, oito novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) receberam seus certificados. (Felipe Lobo)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Governo cria reserva, mas exclui da proteção área com quilombolas e paleotocas
Território suprimido de área protegida concentra comunidades tradicionais, nascentes, cangas ferruginosas e vestígios de animais pré-históricos no norte de Minas →
Inscrições para segunda turma do curso de Jornalismo Ambiental abrem na segunda-feira (13)
Formação de ((o))eco oferece aulas online, encontros ao vivo e foco em cobertura socioambiental, com destaque para a Amazônia →
Nova presidente da Funai é empossada no último dia do ATL 2026
Posse de Lúcia Alberta ocorre na plenária principal do ATL, em Brasília, com presença de lideranças indígenas, autoridades federais e anúncio de medidas →


