![]() |
O Ibama legalizou a criação de Tambaqui (Colossoma macropomum) na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia. A autorização saiu nesta terça-feira (04) no Diário Oficial da União. A liberação já era esperada. No começo do mês passado, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu (PSD-TO), se reuniu com a ministra Izabella Teixeira e levou a demanda dos criadores à ministra, que concordou em suspender a instrução normativa do Ibama que proibia a criação do Tambaqui em Tocantins.
O Ibama não reconhecia a introdução do peixe na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia porque o Tambaqui é natural da bacia Amazônica. A própria portaria publicada hoje apresenta o Colossoma macropomum como uma espécie alóctone. Ou seja, de fora da bacia: espécie de origem e ocorrência natural em outras bacias brasileiras.
A liberação da criação é especificamente para reservatórios de águas artificiais e não exclui a obrigação do licenciamento ambiental para a atividade, fixado pela Resolução do Conama nº 413, de 26 de junho de 2009.
Em entrevista à Agência Brasil, Maria Fernanda Ferreira, secretária de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura do Ministério de Pesca e Aquicultura, explica que apenas nos reservatórios de Lajeado (TO) e Tucuruí (PA) o potencial de produção é de 467 mil toneladas de pescado em tanques-rede.
O cultivo do tambaqui na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia também faz parte do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que destina R$ 4,1 bilhões em crédito para investir no setor, com juros reduzidos e maior prazo de carência.
A Instrução Normativa número 9 pode ser lida na íntegra aqui.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Tuberculose mata três macacos no Cetas-RJ; centro está em quarentena
Confirmação da doença que levou a óbito macacos-pregos no Cetas de Seropédica leva Ibama a estender suspensão no recebimento de novos animais →
PL que retarda ação de órgãos ambientais por dois anos tem urgência aprovada
Proposta de deputado do PL prevê que órgãos ambientais aguardem dois anos para aplicar medidas como embargos e apreensões em propriedades de até 560 hectares →
Enchentes do Rio Grande do Sul fundamentam novo conceito para identificar áreas de risco
Chamada de Zona de Arraste, nova classificação nomearia fenômeno onde a força da natureza transforma uma inundação em um fenômeno de alta capacidade destrutiva →

