Com o objetivo de unir os dois grandes maciços florestais da cidade do Rio de Janeiro, o Corredor Azul enfim começa a sair do papel com a criação de duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá. Os decretos foram assinados pelo prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD-RJ), neste domingo (28).
As novas áreas protegidas estão localizadas na zona sudoeste do município, no bairro de Jacarepaguá, e ajudam a fazer a conexão ecológica entre os remanescentes de Mata Atlântica do Parque Estadual da Pedra Branca, do Parque Nacional da Tijuca e do Sistema Lagunar de Jacarepaguá.
O recém-criado Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) das Florestas de Jacarepaguá, de proteção integral, conta com uma extensão de 1.529,37 hectares. Já a APA das Lagoas de Jacarepaguá, de uso sustentável, cobre 1.056 hectares.
Entre os objetivos comuns das unidades de conservação estão proteger a biodiversidade nativa e os ecossistemas naturais; amenizar os efeitos da mudança do clima e das ilhas de calor; restaurar paisagens degradadas, com especial atenção ao manejo das espécies exóticas e invasoras; promover a ciência e o turismo ecológico; e facilitar o fluxo de espécies entre os maciços da Pedra Branca e da Tijuca.
No caso da APA, está previsto ainda o estabelecimento de parâmetros de uso e ocupação do solo que garantam a proteção ambiental associada à renovação e desenvolvimento urbano de bases sustentáveis da região.

Durante a assinatura dos decretos, o prefeito destacou que as medidas marcam o início da implementação do Corredor Azul, previsto pelo Plano de Desenvolvimento Sustentável municipal, lançado em 2021. “Isso é fruto de muita mobilização da sociedade, da luta de movimentos sociais e também de decisão política e de um governo que se planeja para preservar o meio ambiente”, pontuou Cavaliere.
Os estudos para o Corredor Azul incluem ainda outras duas unidades de conservação (UCs): um Monumento Natural localizado na Pedra da Panela e um Parque Natural Municipal nos brejos e mangues no entorno da Lagoa do Camorim, ambos na zona sudoeste.
Uma das organizações mais vocais com relação à implementação do Corredor Azul, a Associação de Moradores e Amigos da Freguesia de Jacarepaguá (AMAF) comemorou a assinatura dos decretos nas redes, destacando os benefícios da preservação da Mata Atlântica com as duas novas UCs. “Prevenir enchentes, promover lazer e educação ambiental, equilibrar a temperatura da cidade, conservar espécies de fauna e flora, permitir a manutenção de nascentes”, destaca a Associação, no que classifica como uma conquista coletiva.
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