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Pressão é baixa, a situação complexa

A densidade humana nos cerca de 13 milhões de hectares do mosaico na Calha Norte paraense é baixa. Miscigenação, gado e conflito podem, no futuro, ser parte da vida humana na região.

Redação ((o))eco ·
2 de outubro de 2008 · 18 anos atrás
 

Com sua digital, Daniel Santos, do Imazon, registrou em vídeo  sua expedição  ao Alto do Trombetas

As cinco áreas protegidas que formam o mosaico da Calha Norte paraense espalham-se por zona de serra amazônica, com algumas cadeias de montanhas que ultrapassam os 700 metros de altura. Seus rios são encachoeirados, correm do Norte em direção ao Sul e subir através deles exige não só muito sacrifício, mas uma razoável dose de paciência, outra de ousadia, e músculos. Que o diga Daniel Santos, pesquisador do Imazon, que enfrentou uma viagem pelo rio Trombetas para levantar pontos de coleta de castanhas utilizados pelos quilombolas de Porto Cachoeira, povoado localizado bem na borda da Floresta Estadual do Trombetas. Santos e dois guias levaram cinco dias para completar a expedição.

Durante todo esse tempo, viram uma onça pintada, bandos de araras, casais de patos selvagens e nem um ser humano. Tudo isso, segundo Santos, em meio a uma paisagem belíssima, dominada por matas altas e muita água. “Nós passamos por 20 corredeiras e entre cinco e dez cachoeiras”, conta. Na maioria das vezes, no braço. “Em certos pontos, até dava para arrastar o barco por varadouros com água. Mas tínhamos que arrastar tudo por terra para transpor os obstáculos”, diz, recordando sua experiência nesse relevo tão acidentado que até hoje serve de proteção natural à biodiversidade da região, desencorajando atividades econômicas e, consequentemente, a ocupação humana.

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Índias Katxuyana na casa de farinha da aldeia Santidade. A fundo, Palmieri, do Imaflora, e o cacique, João Paulo (Foto: Imazom-Imaflora)
Índias Katxuyana na casa de farinha da aldeia Santidade. A fundo, Palmieri, do Imaflora, e o cacique, João Paulo (Foto: Imazom-Imaflora)

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