Salada Verde

Cabral sanciona lei que flexibiliza exigência ambiental

De olho nas obras para a Copa do Mundo de 2014, governador aprova lei que reduz exigências de impacto ambiental na extração de minerais.

·
11 de janeiro de 2013 · 13 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Sérgio Cabral sanciona lei polêmica que flexibiliza exigências ambientais no Estado do Rio. Foto: Carlos Magno/Arquivo/Governo do Estado.
Sérgio Cabral sanciona lei polêmica que flexibiliza exigências ambientais no Estado do Rio. Foto: Carlos Magno/Arquivo/Governo do Estado.

Cabral parece não ter se intimidado com a derrota na Assembleia Legislativado projeto de lei (1860/2012), que flexibiliza os processos de licenciamento ambiental no Estado. No apagar das luzes de 2012, o governador do Rio sancionou outra lei estadual (6.373/2012) que reduz exigências ambientais para o setor de mineração. Agora, será permitida a extração de “bens minerais de utilização imediata” sem estudos completos de impacto ambiental, exigidos por lei federal.

As novas regras, publicadas no Diário Oficial do Estado no dia 28 de dezembro, incluem a fabricação de areias, cascalhos, saibro, argila e rochas para brita. Fica a critério do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) dispensar ou não os empreendimentos de apresentar os Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Assim como a lei, que alterava exigências sobre Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) de empreendimentos realizados no estado fluminense − e que foi retirada da pauta da Alerj após um bombardeio de críticas dos ambientalistas − a nova lei tem a mesma pegadinha: transferir para o órgão ambiental estadual o critério sobre a necessidade da exigência de estudos de impacto ambiental de determinado empreendimento.

Na prática, isso transfere para o estado do Rio de Janeiro a decisão de liberar ou não um empreendimento de completar as exigências normais de estudos de impacto ambiental. Por trás da medida, está o argumento de que o estado não pode deixar atrasar as obras ligadas à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos.

 

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Análises
9 de junho de 2026

A corrida maluca do financiamento climático

Para cada dólar investido na natureza, outros 30 financiam sua destruição. No total, US$ 7,3 trilhões em fluxos financeiros dos setores público e privado têm impacto negativo direto na natureza

Salada Verde
9 de junho de 2026

Casal de ambientalistas de SC recebe prêmio por trabalho pela conservação da Mata Atlântica

1ª edição do Prêmio Miguel Milano de Conservação da Natureza reconhece o legado de Germano Woehl Jr. e Elza Nishimura Woehl, fundadores do Instituto Rã-Bugio, em Santa Catarina

Salada Verde
9 de junho de 2026

Brasileira recebe prêmio da National Geographic por solução que reduz atropelamentos de fauna

A bióloga Fernanda Abra foi premiada após transformar pontes para fauna em referência de conservação nas rodovias da Amazônia

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.