Análises

Bases nada sólidas II

De Alex Madureira Oi, eu queria esclarecer algumas notas sobre a ponta do Cabo Branco. A ponta não é de rocha nem de calcário e sim de argila. Quem provoca a erosão é o vento, já que existe uma canaleta d'água que contorna toda extensão da ponta, coletando toda a água que antes encharcava a falésia e fazia com que ela ficasse mais densa, mais sólida. A falésia secou. A canaleta deposita toda água em dois pontos: na praça Iemanjá e na divisa do Cabo Branco com a praia do Seixas. Outrora (vinte anos atrás) toda extensão da ponta do Cabo Branco vertia água mineral, uma vez que a argila é um filtro natural. Hoje ela secou, está virando pó e o vento é seu principal agente erosivo portanto, mais que veículos, as ondas do mar, pistas de moto-cross (que tambem são agentes) a canaleta d'água, repito, deixou a falésia estéril, sem água, conseqüentemente sem vegetação. A contradição é que a ponta é uma falésia viva, ou seja, ela tem contato com a água, já a falésia do bairro São José é uma falésia morta, sem contato com a água. Sou morador do Cabo Branco há trinta e seis anos. Agradeço sua atenção.

Redação ((o))eco ·
27 de março de 2006 · 20 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
25 de agosto de 2026

Restrição dos poderes do MP pode enfraquecer defesa ambiental, alerta Abrampa

Julgamento que será retomado no STF nesta quarta questiona limites do poder de requisição do Ministério Público e pode enfraquecer atuação na defesa do meio ambiente

Colunas
25 de agosto de 2026

A crise climática precisa de mais do que alertas

Mais do que registrar desastres, a comunicação precisa explicar suas causas, acompanhar os processos de reconstrução e cobrar políticas que reduzam vulnerabilidades

Salada Verde
25 de agosto de 2026

WWF-Brasil financia 50 bolsas para curso de Jornalismo Oceânico

Oportunidade é destinada a jornalistas, estudantes de jornalismo e comunicadores da Bahia, Ceará, Espírito Santo e Rio Grande do Norte

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.