Colunas

Índio pode até querer apito, mas Maasai quer é massa!

Reserva na Tanzânia controlada por comunidade tradicional guarda belas imagens. Após aventuras para chegar, o visitante pode manter o escalpo, mas tem que abrir a carteira.

2 de janeiro de 2007 · 19 anos atrás

Por esse prisma, os preços não foram extorsivos. Com efeito, talvez a falta de infra-estrura e a precariedade da estrada sejam a chave para a conservação do Lago Natron e sua bacia. Nesse contexto, quanto mais caro custar a viagem, menos gente vai se aventurar por aquelas bandas e, enquanto a vida ali seguir difícil e for baseada na cultura tradicional, a fauna selvagem vai continuar perambulando livre e abundante por aquelas paragens. Enquanto isso, a cultura Maasai segue tradicional pois, como disse o funcionário queniano da fronteira ao saber que estávamos retornando de Natron: “Humm foram a Natron? Foram esfolados pelos Maasai. Aposto que eles escalpelaram seu bolso!”. Pois é, a lógica e as tradições não mudaram, antes perdia-se o couro e a vida. Hoje, tudo que os Maasai querem é a carteira dos invasores. Tá barato!

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
6 de maio de 2026

PL dos Minerais Críticos avança na Câmara sob críticas de ambientalistas e especialistas

Organizações apontam falta de debate público, riscos de flexibilização socioambiental e pressão sobre territórios indígenas e áreas marinhas

Notícias
6 de maio de 2026

Sítio arqueológico é vandalizado com pichações no Parque Nacional Serra do Cipó

Local teve a visitação interditada enquanto aguarda vistoria do Iphan para mensurar os danos ao patrimônio arqueológico; ICMBio abre canal de denúncias para identificar suspeitos

Colunas
6 de maio de 2026

O Relógio da Dignidade: o despertar de um paradigma

O debate sobre o fim da escala 6×1 no mercado de trabalho não é apenas uma disputa entre capital e trabalho, mas uma reavaliação do conceito de produtividade na era da economia do conhecimento

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.