Por esse prisma, os preços não foram extorsivos. Com efeito, talvez a falta de infra-estrura e a precariedade da estrada sejam a chave para a conservação do Lago Natron e sua bacia. Nesse contexto, quanto mais caro custar a viagem, menos gente vai se aventurar por aquelas bandas e, enquanto a vida ali seguir difícil e for baseada na cultura tradicional, a fauna selvagem vai continuar perambulando livre e abundante por aquelas paragens. Enquanto isso, a cultura Maasai segue tradicional pois, como disse o funcionário queniano da fronteira ao saber que estávamos retornando de Natron: “Humm foram a Natron? Foram esfolados pelos Maasai. Aposto que eles escalpelaram seu bolso!”. Pois é, a lógica e as tradições não mudaram, antes perdia-se o couro e a vida. Hoje, tudo que os Maasai querem é a carteira dos invasores. Tá barato!
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