Não é de hoje que a natureza brasileira vem sendo vítima de um tipo de depredação insidiosa, generalizada – e o que é pior – apoiada pelos governantes demagogos que sofremos e pelas ONGs “politicamente corretas” que preferem uma boa figura a uma árvore de pé. A matança de fauna, a ocupação de Unidades de Conservação, o tráfico de madeira e a depredação de recursos pesqueiros têm sido praticados por parte das ditas “comunidades tradicionais” – ou seja, índios, pescadores “artesanais”, “caiçaras” e outros grupos sociais mal definidos, mas cuja pobreza material aparente parece absolver de todo crime contra o patrimônio natural comum.
A agressão covarde e criminosa ao Secretário Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre, Alberto Moesch, há poucos dias, pelos “índios caingangues”, é só o resultado natural de dar tanto palanque para quem não merece. Os tais “índios” se enfurnaram no Parque Municipal do Morro do Osso com seus barracos alegando “direitos ancestrais” para arrebentar o pouco que resta de natureza no meio urbano porto-alegrense. E o Secretário foi brutalmente agredido por uma canalha que se acha acima da lei, e, pior, do interesse público e dos direitos de todos nós à proteção do patrimônio natural.
Por todo o país, grupos que cospem no Direito e na cidadania, cada vez que se travestem com cocares ou pinturinhas de livro infantil, estão gerando um histórico de agressões criminosas à natureza. Começou nos 500 anos, com a ocupação lesa-pátria do Parque Nacional do Monte Pascoal, de onde até hoje os invasores não foram expulsos. Segue em “reservas extrativistas” como Arraial do Cabo, onde a população “tradicional” de pescadores vem escangalhando a fauna marinha enquanto se perturba, atrapalha e proíbe o mergulho recreativo. E continua em casos de polícia como o de Porto Alegre, sem que ONG alguma tenha a coragem de peitá-los e à safada política de imobilismo oficial que os defende.
Ao agredir a sociedade no presente e comprometer o futuro em nome de “reparar erros do passado” contra as verdadeiras comunidades indígenas, estamos gerando uma cultura de abusos, impunidade e crime para beneficiar bolsões de gente que de índio, tradicional ou harmônico com a natureza, não tem nada além de uma vaga cor da pele – e, até onde sei, isentar pessoas do cumprimento da lei pela cor da pele é racismo, um crime a mais. É hora de dar um basta a essa bandalheira.
*Esse texto foi editado em 17/05/2024 para repaginação
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