Charles Muratori, 41 anos, é carioca, morador da Ilha do Governador. Passou praticamente toda a sua infância e adolescência nas águas, lajes e ilhas da Baía de Guanabara, onde aprendeu a mergulhar e a observar e respeitar os seres vivos. Sua convivência com o mar foi a responsável por sua opção profissional, fez licenciatura em ciências biológicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, posteriormente, mestrado em zoologia, especialização em estudo dos peixes, pelo Museu Nacional – UFRJ.
Durante muitos anos trabalhou com pesquisa no Laboratório de Ictiologia do Departamento de Zoologia da universidade em que se formou, onde participou de várias pesquisas, particularmente na Baía de Guanabara, no sistema lagunar de Maricá e em Angra dos Reis (na Usina Nuclear Angra I).
Estes trabalhos envolviam o levantamento ictiofaunístico e das modalidades de pesca praticadas nestas regiões, assim como a identificação de espécies economicamente importantes. No caso da região de Angra dos Reis, o levantamento fazia parte do trabalho de monitoramento do impacto causado pela usina no meio ambiente. Atualmente, trabalha como professor de ensino médio e de pré-vestibular e, nas horas vagas, mergulha, escala e caminha pelas trilhas do Rio de Janeiro.
O interesse pela fotografia começou no final da década de 90, quando comprou sua primeira câmera SLR. Com as primeiras fotos, veio a vontade de evoluir, e de conhecer um pouco mais sobre o assunto, o que o levou a começar a investir em outros equipamentos e vários cursos. Como não poderia deixar de ser, seu olhar está voltado para a natureza, particularmente para as pequenas coisas e detalhes, ou seja, para o incrível mundo da macrofotografia.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Paulo Artaxo explica o El Niño no Brasil em entrevista ao Vozes do Planeta
Fenômeno deve ganhar força até outubro e expõe vulnerabilidade do agronegócio e da infraestrutura urbana, afirma o climatologista da USP no novo episódio do podcast →
Soluções Baseadas na Natureza transformam as cidades
Construir cidades com a natureza significa superar a falsa oposição entre desenvolvimento urbano e conservação da natureza →
Desmatamento na Amazônia chega ao menor patamar desde 2013
Terras Indígenas são as áreas menos desmatadas, com o equivalente a somente 1,7% do total derrubado na região; quase 60% das TIs tiveram desmatamento zero →
