
Eis o tipo da fotografia que – como dizia o inglês Peter Fleming das modernas viagens de aventura – é mais fácil fazer do que justificar. A rigor, não tem nada demais. O que a tornou praticamente irresistível para Marcos Sá Corrêa foi a luz, quente e filtrada, que atravessava o arboreto do Jardim Botânico naquele fim de tarde, realçando as tonalidades do verde, do líquen pálido no tronco da árvore às folhas vazadas pela contra-luz no chão. Teria tudo para cair diretamente no arquivo morto, se O Eco não precisasse de uma nova capa a cada semana. A fotografia foi feita com câmera digital Canon 20D em ISO 100, lente Canon Zoom IS de 70-300 mm, tripé e disparador de cabo.
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