A estrada que liga Juína à Aripuanã, no Noroeste do Mato Grosso, é um passeio de cerca de seis horas pelo desmatamento da Amazônia. A paisagem – grandes extensões de terra pelada com pasto alto e muito seco, troncos, sobretudo castanheiras, chamuscados pelo fogo e algumas manchas de floresta ao longe – é monótona e assustadora. E ela está com toda a pinta de que vai, breve, entrar em chamas. Em parte por conta de secura que assola a região, mas sobretudo pela mão do homem. Ao longo da estrada, os fazendeiros estão empilhando os troncos derrubados, claro sinal de que aí vem fogo. O curioso é que apesar da extensão das derrubadas, quase não se vê boi em cima do terreno. Ao que tudo indica, os desmatamentos na região não respondem à necessidade de expandir a atividade pecuária, mas apenas garantir que, no futuro, haverá espaço para mais gado. A imagem, feita na segunda feira, dia 15 de setembro, é de Manoel Francisco Brito e foi clicada com uma Canon 40D em ISO 200, equipada com lente Sigma 17mm-35mm.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Ultrapassar 1,5°C não pode ser normalizado
Mesmo que a temperatura global possa ser reduzida no futuro, os danos produzidos durante o período de maior aquecimento não serão automaticamente revertidos →
Registros inéditos revelam área-chave para reprodução de tubarões no litoral do RJ
Pesquisa identifica fêmeas grávidas e mapeia potencial berçário de três espécies de tubarão, duas dela ameaçadas, no complexo estuarino de Ilha Grande-Sepetiba →
Documentário apresenta o ritmo das águas do Pantanal e a vida que elas sustentam
Curta documental “Pulsar” explora os ciclos de cheia e seca como fio condutor e o sistema que conecta toda biodiversidade pantaneira →
