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Na costa de Ipanema, as deslumbrantes Ilhas Cagarras

Monumento Natural, desde 2010, as 6 Ilhas Cagarras são áreas de proteção marinha que fazem parte do cartão postal do Rio de Janeiro.

Victor Moriyama ·
20 de junho de 2012 · 10 anos atrás
Ilha Cagarras, monumento natural a 4 quilômetros da costa da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.
Ilha Cagarras, monumento natural a 4 quilômetros da costa da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Monumento Natural, desde 2010, as 6 ilhas Cagarras são áreas de proteção marinha que fazem parte do cartão postal do Rio de Janeiro. De diversos pontos da cidade é possível admirar o pequeno arquipélago, formado por Palmas, Cagarra, Comprida, Redonda e duas ilhotas, filhotes da Cagarra e da Redonda. Ao redor de cada uma delas, 10 metros estão inclusos na área de conservação. Ali, a pesca predatória é proibida.

O plano de manejo da área do monumento natural, que inclui um inventário inédito do ecossistema local, foi criado pelo Projeto Ilhas do Rio. A equipe do projeto é composta por profissionais associados ao Instituto Mar Adentro, que desenvolvem, conjuntamente, pesquisa científica e mobilização social. A partir do resultado dessas pesquisas, o uso sustentável dos recursos locais serão efetivamente regulamentados. Trabalhos de educação ambiental também são feitos com grupos de esporte e turismo, para incentivar o bom uso dessa região marinha.O patrocínio é do Programa Petrobras Ambiental.

O arquipélago das Cagarras está a 4 quilômetros da costa da praia de Ipanema, na capital carioca. No entanto, “sabe-se mais sobre a biodiversidade das ilhas São Pedro e São Paulo, do que dessas áreas naturais que estão no entorno de um dos grandes centros populacionais do Brasil, lugar que abriga grandes universidades”, afirma o biólogo marinho do projeto, Fernando Moraes. Após a criação da área protegida, gerou-se a necessidade de plano de manejo e conhecimento da área.

Ao chegar próximo às Cagarras, avistamos uma nuvem negra rondando as ilhas, na realidade, um bando de pássaros. São os cerca de 5 mil indivíduos da espécie Fragata. No período de acasalamento, os machos exibem um papo vermelho para atrair as fêmeas. 

Um passeio de barco até as ilhas faz o visitante entender a magnitude natural do arquipélago. E um bom mergulho é opção atraente para aprender a conviver com a beleza e a riqueza que circunda a capital carioca.

Jornalista africano, da Nigéria, encantado com a beleza natural do arquipélago.
Jornalista africano, da Nigéria, encantado com a beleza natural do arquipélago.

 

Cinegrafista queniano grava imagens para a Citizen TV.
Cinegrafista queniano grava imagens para a Citizen TV.

 

Próximo a ilha Cagarras, já é possível avistar as fragatas sobrevoando o monumento natural.
Próximo a ilha Cagarras, já é possível avistar as fragatas sobrevoando o monumento natural.

 

Em período de acasalamento, os machos da espécie fragata ficam com o papo vermelho para atrair as fêmeas.
Em período de acasalamento, os machos da espécie fragata ficam com o papo vermelho para atrair as fêmeas.

 

O nome Cagarras vem das manchas brancas das fezes dos pássaros que circundam as ilhas.
O nome Cagarras vem das manchas brancas das fezes dos pássaros que circundam as ilhas.

 

Jornalistas da Sérvia e da China apreciam o voo das fragatas.
Jornalistas da Sérvia e da China apreciam o voo das fragatas.

 

São cerca de 5 mil indivíduos da espécie fragata no local.
São cerca de 5 mil indivíduos da espécie fragata no local.

 

Desde 2010, o arquipélago é considerado monumento natural marinho.
Desde 2010, o arquipélago é considerado monumento natural marinho.

 

Após o passeio de barco, turistas podem mergulhar junto às ilhas e apreciar as belezas naturais da área de conservação.
Após o passeio de barco, turistas podem mergulhar junto às ilhas e apreciar as belezas naturais da área de conservação.

*texto de Flávia Moraes

  • Victor Moriyama

    Victor Moriyama é um fotojornalista brasileiro baseado em São Paulo.

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Comentários 1

  1. Leandro Travassos diz:

    …na Serra dos Órgãos e principalmente na Reserva Biológica do Tinguá, que ainda possui uma população de queixada (Tayassu pecari) e veado mateiro (Mazama americana).