O Brasil não poderá mais se fazer de vítima de pressões estrangeiras em fóruns ambientais. O país, graças à constância das queimadas em suas florestas, ganhou lugar entre os 10 piores centros de emissão de dióxido de carbono na atmosfera. De pulmão do mundo, diz O Globo (gratuito, pede cadastro), passamos a poluidores globais. A constatação está em estudo conduzido por cientistas da Universidade de Brasília, do Inpe e da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Ocupamos o 5º lugar, atrás de Estados unidos, China, Rússia e Japão. Dá para ler em 4 minutos. Nomínimo (gratuito) deu o furo um dia antes do jornal. Sua reportagem demora o dobro de tempo para ler, mas além da primazia na divulgação da informação, tem bem mais detalhes. Há dez anos, o Brasil produzia impressionantes 280 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Hoje, só se sabe que produz muito mais. O número exato na mão, quem tem é o governo. Trata-o como segredo de Estado.
Leia também
Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil
pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas →
Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025
Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV →
O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática
Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades →




