O Ministério de Minas e Energia (MME) disponibilizou hoje (4) para consulta pública o novo Plano Decenal de Energia (PDE), que engloba o período de 2010 a 2019. Neste período o setor de geração receberá R$ 175 bilhões de investimentos. Cerca de 62% deste valor será investido a partir de 2014, quando a expansão será feita somente por meio de renováveis. A notícia, no entanto, não é tão boa assim: 71% deste valor (R$ 77 bilhões) serão destinados a novas hidrelétricas e somente R$ 31 bilhões para outras fontes, como biomassa e solar, por exemplo.
Além disso, o MME só garante o investimento em renováveis se nenhum “entrave ambiental” afetar o cronograma. ““A concretização deste plano depende principalmente da obtenção de licenças prévias ambientais. Caso contrário, uma eventual expansão de projetos termelétricos, preferencialmente movidos a gás natural, mas também projetos a carvão mineral, poderão constituir alternativa de atendimento à demanda, frente a eventuais atrasos dos projetos indicados”, afirma trecho do documento.
A capacidade instalada brasileira, que no final de 2009 estava em 103 mil MW, chegará no final de 2019 a 167 mil MW, um incremento de 61%. Quem quiser enviar comentários ou sugestões pode enviar e-mail ao MME até 2 de junho, no [email protected] ou pelo endereço: “Ministério de Minas e Energia – MME, Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético – SPE, Esplanada dos Ministérios, Bloco U, Sala 509, Brasília-DF, CEP 70.065-900”. (Cristiane Prizibisczki)
Atalho:
– Plano Decenal de Energia 2010 – 2019
Leia mais sobre o assunto:
– Café com bobagem
– As velhas novas energias
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Governança ambiental e a urgência da transformação
O espírito do nosso tempo exige algo além da consciência da crise. Exige inteligência pública ambiental. Ciência para compreender, participação social para construir e legitimar escolhas →
Depois do desmonte, reconstruir a governança ambiental paulista
Reconstruir a governança ambiental do estado passa por resgatar uma trajetória de referência em planejamento ambiental, gestão dos recursos hídricos e construção institucional →
ABRAMPA propõe instrumentos econômicos para garantir recursos às Unidades de Conservação
Nota técnica reúne mecanismos previstos em lei para ampliar o financiamento das UCs e garantir recursos para regularização fundiária, gestão e manutenção das áreas protegidas →
