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Campinas e Grande SP têm tarifa de ônibus mais cara do país

Com reajuste em janeiro, Campinas, Osasco, Santo André e São Bernardo tornam-se as cidades com transporte coletivo mais caro do Brasil.

Daniel Santini ·
24 de janeiro de 2013 · 14 anos atrás

Entre todas as cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes, Campinas, Osasco, Santo André e São Bernardo são as que têm a tarifa de ônibus mais, segundo dados atualizados em janeiro pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). As quatro reajustaram o preço da passagem para R$ 3,30 em janeiro, assumindo a liderança no ranking onde a população mais paga para utilizar transporte coletivo. Em todos eles, a população protestou e fez manifestações contra a mudança.

Em São Paulo e Rio de Janeiro, os aumentos previstos para o começo do ano foram adiados após pedido do ministro da Fazenda Guido Mantega, preocupado em relação ao impacto do reajuste na inflação. Eles devem acontecer ainda no primeiro semestre. Com o aumento de Campinas e dos três municípios na região metropolitana de São Paulo, a capital paulista deixa de estar entre as cidade com a tarifa mais cara, posto que ocupava desde janeiro de 2011.

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Os aumentos na tarifa de ônibus aconteceram não só nos quatro municípios, mas na maior parte das grandes cidades do país, conforme é possível observar no infográfico abaixo feito pelo Outras Vias com base nas informações da ANTP – clique em “outubro de 2012” para ver quanto eram os preços no ano passado. Os preços sobem e cada vez mais gente desiste de utilizar o sistema coletivo buscando soluções individuais. Nas principais capitais, ao mesmo tempo em que o custo de andar de transporte publico cresce, disparam as vendas de motos e automóveis populares e usados. Mais motores na rua, mais poluição e congestionamentos.

Enquanto no Brasil a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis tornou-se política pública, no exterior prefeitos têm defendido subsídios para transporte público e não privado como alternativa para não só movimentar o comércio, mas também reduzir poluição e aumentar a qualidade de vida. Em Tallinn, capital da Estônia, o prefeito Edgar Saavisar anunciou subsídio integral à tarifa argumentando que trata-se de uma medida para preservar o meio ambiente (leia mais a respeito no site tarifazero.org ou direto na agência de notícias estatal do país) e beneficiar toda a população. Isso mesmo, ônibus de graça para os moradores da cidade como ferramenta para combate à poluição urbana em vez de desconto na compra de carros novos. Faz sentido?

  • Daniel Santini

    Responsável pela plataforma ((o)) eco Data. Especialista em jornalismo internacional, foi um dos organizadores da expedição c...

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