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PM fecha clube que funcionava dentro do Jardim Botânico

Reintegração foi marcada por protesto dos moradores do Horto, no Rio de Janeiro. A confusão fechou o Jardim Botânico nessa segunda.

Redação ((o))eco ·
5 de maio de 2014 · 8 anos atrás

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“O Horto unido jamais será vencidos”. Com essa frase de ordem, moradores do Horto resistiram durante horas à reintegração de posse do Clube Caxinguelê, que funciona desde a década de 60 no local. O trânsito foi fechado nas principais vias de acesso e o Jardim Botânico não abriu para visitas nesta segunda-feira, 5 de maio.

O fechamento do clube marca o início do cumprimento judicial de uma batalha legal que durou mais de 20 anos e acabou por decidir que cerca de 520 famílias deverão ser removidas de áreas que pertencem ao Jardim Botânico. A desocupação do clube já havia sido determinada pela Justiça em 2013, mas só agora aconteceu, mesmo assim com conflitos.

Cerca de 50 pessoas ocuparam a sede do clube. A polícia usou gás de pimenta para dispersar a multidão. De acordo com o site G1, 3 pessoas ficaram feridas e 2 passaram mal após a ação de reintegração.

De acordo com nota divulgada pelo Jardim Botânico, o clube está dentro do arboreto (coleção de plantas) tombado pelo IPHAN, próximo a um dos monumentos históricos mais importantes do Jardim, o Aqueduto da Levada, construído em 1853, e que tinha a função de trazer até a cidade as águas abundantes que advinham do Maciço da Tijuca.

Ainda de acordo com a nota, Samyra Crespo, presidente do Instituto Jardim Botânico, afirmou que desde abril, a “União não só passou oficialmente as terras ao Jardim Botânico, como encaminhou este reconhecimento para registro em cartório”.

Segundo a nota, o clube Caxinguelê “é parte dessa ação de reintegração” e que as atividades do clube “com eventos esportivos, festas e iluminação forte à noite não se coadunam com a natureza nem missão do Instituto”.

Entenda o caso

Após 20 anos de litígio, a União reconheceu o novo perímetro do Jardim Botânico, e determinou a remoção de 525 famílias do terreno. A decisão poupou 110 famílias que vivem na estrada Dona Castorina, área considerada fora dos limites do parque. Elas não serão removidas.

A Associação de Moradores do Horto luta na Justiça pela permanência dos moradores. Uma reunião marcada para às 19h desta segunda-feira discutirá novas estratégias para resistir a futuras remoções.

 

 

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