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Copa do Mundo das áreas protegidas: Costa do Marfim

Ambicioso no futebol e na conservação, esta ex-colônia francesa que se tornou independente em 1960 precisa se esforçar nas duas atividades.

Eduardo Pegurier ·
4 de julho de 2014 · 7 anos atrás

A Costa do Marfim não é exatamente uma potência de futebol. Seu nome oficial é em francês, “République de Cotê d’Ivoire”, um país do oeste da África, com 322 mil km² (cerca de 4% do tamanho do Brasil) e capital na cidade de Abidjan. Tem fronteiras com a Libéria, Guiné, Mali, Burkina Faso e Gana. Foi colônia da França até conseguir sua independência apenas em 1960. Com esse histórico tão curto como país soberano, obteve sua primeira classificação para Copas do Mundo em 2006, na Copa da Alemanha, quando deu azar de cair no “grupo da morte” daquela competição, junto com Argentina, Holanda e Sérvia. Foi eliminada na primeira fase, mas ganhou o gosto de se classificar para Copas, e conseguiu vaga tanto no evento de 2010, na África do Sul, quanto nesta Copa brasileira. Nas duas, também foi eliminada na primeira fase. O apelido da sua seleção é “os elefantes”, alusão ao animal que é símbolo do país, usado no escudo da camisa dos jogadores.

Falando em Natureza, se o país tem muito a aprender no futebol, exibe números vistosos quando se trata de áreas protegidas. Entretanto, como no futebol, os resultados dos esforços de proteção são precários. De acordo com o site Protected Planet, que agrega estatísticas WCPA (World Commission on Protected Areas), a Costa do Marfim protege 22,59% do seu território, o equivalente a 7,3 milhões de hectares (73.215 km2), um número 11,1% acima da média mundial. Em compensação, a quantidade de proteção marinha é mínima, apenas 0,07% da sua área marinha total. Na contagem, o país tem 254 áreas protegidas, das quais 236 são terrestres e 6 são marítimas.

A Costa do Marfim tem 8 Parques Nacionais (áreas da Categoria II na classificação da IUCN), que são administrados pela agência “Office Ivoirien des Parcs et Réserves”. São eles: Azagny (19.000 hectares), Banco, (3.000 hectares), Comoe (1.150.000 hectares), Iles Ehotile (10.500 hectares), Marahoué (101.000 hectares), Mont Peko (34.000 hectares), Mont Sangbe (95.000 hectares), e Taï (330.000 hectares)

O Parque Nacional Marahoué foi criado em 1968, fica na parte central da Costa do Marfim, próximo ao lago Kossou, e é um bom exemplo das dificuldades da conservação no país. O parque possui dois tipos de vegetação, florestas fechadas no seu sudoeste e savanas na sua área nordeste. Entre as suas espécies mais importantes está o chimpanzé (Pan troglodytes verus). Infelizmente, estima-se que a população deste animal caiu de 1.400 indivíduos, em 1995, para menos de 50 nos últimos anos. Além da caça ilegal, este desastre ocorreu por que o Marahoué também perdeu a maior parte da sua cobertura florestal nos últimos anos, em consequência de um processo conhecido dos brasileiros: desmatamento seguido de expansão da fronteira agrícola. Lá, também vivem outros animais de grande porte como Elefantes (Loxodonta africana), búfalos e hipopótamos.

Veja abaixo algumas das figurinhas carimbadas das unidades de conservação da Costa do Marfim.

Parque Nacional Taï
Parque Nacional Taï

Se você quiser torcer para o Brasil neste campeonato de áreas protegidas, acesse o WikiParques e conheça mais sobre as unidades de conservação de nosso país. O WikiParques é um site interativo dedicado aos cidadãos que querem compartilhar seus conhecimentos, explorar e debater sobre nossos Parques Nacionais e áreas protegidas. Colabore para proteger.

 

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  • Eduardo Pegurier

    Mestre em Economia, é professor da PUC-Rio e conselheiro de ((o))eco. Faz fé que podemos ser prósperos, justos e proteger a biodiversidade.

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