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‘Nós não negamos nem desprezamos as causas das mudanças de clima’, defende-se Xico Graziano

Em pedido de resposta, engenheiro agrônomo Xico Graziano, membro do núcleo de campanha de Sergio Moro, diz que candidatura é aliada na luta em defesa do futuro sustentável

Redação ((o))eco ·
28 de janeiro de 2022

Responsável pela parte ambiental do núcleo de campanha de Sergio Moro, candidato pelo PODEMOS à presidência da República, o engenheiro agrônomo Xico Graziano entrou em contato com a redação de ((o))eco pedindo direito de resposta após a publicação da análise “O Agro quer seguro rural, mas precisa mesmo é do Código Florestal”, escrita pelo biólogo André Aroeira em 21 de janeiro. Leia a mensagem na íntegra.  

Tenho sido, há muito tempo, leitor e participante de ((o))eco. Sou uma pessoa conhecida no meio socioambiental e agrário. Minhas posições são claras, referenciadas, na defesa do agroambientalismo. Meu primeiro livro, “Questão Agrária e Ecologia”, é de 1982. Modéstia à parte, fui um pioneiro nesta matéria. A Maria Tereza Jorge Pádua sabe disso, pois quando surgiu a SOS Mata Atlântica, eu estava lá ao lado dos ambientalistas defendendo a natureza. 

Por isso, senti-me violentado pela estupidez de um artigo do André Aroeira, que deforma os fatos para atacar a mim e ao Sérgio Moro. Nós escrevemos um pequeno texto sobre a necessidade de adaptações do agro na agenda do clima. Entre elas, a cobertura de seguro rural. Mas listamos muitas outras ações importantes e necessárias, que no Brasil e em todo o mundo estão sendo pesquisadas para enfrentar mudanças climáticas. Tudo isso foi jogado fora pelo sórdido artigo, que nos atribui a intenção mesquinha de apenas querer algo como “ganhar mais dinheiro sem se preocupar com o essencial”. 

Nós não negamos nem desprezamos as causas das mudanças de clima, especialmente aquelas relacionadas com a expansão desordenada da fronteira na Amazônia, que realiza um crime ambiental intolerável contra a floresta. Nem nos interessa polemizar, pois isso não leva a nada, sobre quem é o maior ou menor dos culpados, se as cidades, os campos, a indústria, a agricultura. 

Nós, apenas, escrevemos para apontar a tragédia da seca no Sul do país, como indicativo da gravidade das mudanças de clima. Por que André Aroeira nos atacou tão bravamente, se somos aliados nessa luta em defesa do futuro sustentável e da agricultura de baixo carbono?

Não me interessa saber a resposta, embora ela seja evidente no contexto desse ódio ideológico que contamina nossa democracia e torna as pessoas intolerantes, como atestou André Aroeira.

Peço que publiquem minha manifestação. Não para aumentar a polêmica. Não. Mas sim para chamar a atenção ao essencial: nossa luta, e a minha há mais de 40 anos, é contra os depredadores, jamais brigar entre os conservacionistas. Pequenas discordâncias entre nós não podem servir à infâmia em nome da ecologia.

Obrigado. Abs. Xico Graziano

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