Em março do ano passado o Programa das Nações Unidas sobre REDD (UN-REDD Programme) lançou suas diretrizes iniciais em nove países em caráter piloto. No final de 2009, 24 milhões de dólares tinham sido aprovados pelo painel político do programa para a preparação imediata de estratégias de REDD+ (projetos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação com salvaguardas financeiras e sócio-ambientais). Entre os três países piloto nas Américas, o Paraguai continua desenvolvendo sua estratégia nacional de REDD, o Panamá deve receber mais 5.3 milhões de dólares em outubro e a Bolívia teve mais 4.7 milhões garantidos também.
O programa da ONU tem sido cada vez mais requisitado pelo mundo, e já recebeu demandas da Costa Rica, do México, da Nigéria, do Congo, das Ilhas Salomão e do Sudão. Até agora, todos os países que solicitaram inclusão no programa foram aceitos como observadores.
O programa já deu contribuições em três áreas principais: monitoramento, relatoria e verificação (na sigla em inglês, MRV). Uma ação notável foi a assinatura em dezembro de um memorando de entendimento entre a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil para o desenvolvimento de um sistema de monitoramento terrestre. Outra foi o lançamento de um guia operacional para assegurar o envolvimento da sociedade civil e populações indígenas nos projetos de REDD+. E, por fim, a divulgação de um artigo técnico sobre os benefícios múltiplos do REDD, realizado em junho. (Patch Bodenham)
Leia mais (em inglês):
“Engagement of Indigenous Peoples and other Forest Dependent Communities”
“Multiple Benefits – Issues and Options for REDD”
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Proteger o oceano é garantir um futuro sustentável
Responsável por cobrir cerca de 71% da superfície terrestre, o oceano regula o clima, produz mais da metade do oxigênio da Terra e abriga uma biodiversidade essencial para a vida →
Câmara aprova regime de urgência para PL que reduz APA da Baleia Franca, em SC
Com isso, projeto de lei que exclui parte terrestre da Área de Proteção Ambiental (APA) no litoral catarinense pode ir direto ao Plenário para votação →
Quem nasceu primeiro: a ciência ou a ancestralidade?
Reconhecer os saberes tradicionais não é olhar para trás, mas compreender que uma sociobioeconomia justa e sustentável só se constrói quando ciência e ancestralidade caminham juntas →
