![]() |
Para quem gosta de mergulhar, uma boa pedida é o litoral sul paulista. Isso porque está começando o período de maior ocorrência de raias-jamanta (Manta birostris) nos arredores da Laje de Santos (SP). De junho a agosto é possível observar até dez vezes mais indivíduos do que em outros períodos. A temporada começou em maio e vai até setembro.
A raia-jamanta é maior entre as espécies de raias. De corpo em forma de losango, calda fina e sem esporão, a espécie pode chegar a seis metros de envergadura. Ela se desloca “batendo” as nadadeiras peitorais como asas e, ocasionalmente, os animais podem executar curtos “vôos” fora d´água.
Exuberante e passiva, a espécie sofre principalmente com a pesca ilegal em áreas que deveriam estar protegidas, como o Parque Estadual da Laje de Santos, local de maior ocorrência no Brasil. Redes de arrasto, espécies de sacos que são arrastados no fundo do mar ou a meia profundidade, e espinhéis, linhas com diversos anzóis, são grandes inimigos da espécie, que frequentemente fica presa a eles.
Durante a temporada, o Instituto Laje Viva realiza saídas a campo em busca do animal. A entidade não-governamental trabalha com monitoramento da espécie desde 2007 e para a preservação das raias-jamanta no litoral sul paulista, lutando para que acidentes como esses não aconteçam. Por lá, já foram registrados 63 indivíduos diferentes.
Mas não precisa ser pesquisador para participar do projeto. Registros fotográficos de qualquer mergulhador podem integrar o acervo da entidade e ajudar o Laje Viva na luta pela preservação das raias. Mais informações em www.lajeviva.org.br
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Pantanal brasileiro perdeu cerca de 80% da água superficial em 40 anos, aponta pesquisa
Estudo inédito mostra que o bioma sofreu uma redução de cerca de 80% da água superficial desde 1985, comprometendo a biodiversidade e serviços ecossistêmicos essenciais →
Pesquisadora especialista em tamanduás morre em acidente aéreo no Pantanal
A alemã Lydia Möcklinghoff se dedicava há mais de 20 anos ao estudo do tamanduá-bandeira no Pantanal. Ela e o piloto morreram com queda de avião em Campo Grande →
Encontro com os Encantados de Olivença, na Bahia
O que começou como um passeio de bicicleta até Olivença terminou em uma imersão na cultura Tupinambá, entre arte, território, ancestralidade e luta por reconhecimento →



