Reportagens

Gigante cruza o azul dos mares

A temporada de raias-jamanta no Brasil vai de maio a setembro. Os meses são os melhores para a observação da maior entre as raias. Espécie ainda sofre com pesca ilegal no país.

Cristiane Prizibisczki ·
17 de junho de 2009 · 17 anos atrás
Clique para ver o slideshow
Clique para ver o slideshow

Para quem gosta de mergulhar, uma boa pedida é o litoral sul paulista. Isso porque está começando o período de maior ocorrência de raias-jamanta (Manta birostris) nos arredores da Laje de Santos (SP). De junho a agosto é possível observar até dez vezes mais indivíduos do que em outros períodos. A temporada começou em maio e vai até setembro.

A raia-jamanta é maior entre as espécies de raias. De corpo em forma de losango, calda fina e sem esporão, a espécie pode chegar a seis metros de envergadura. Ela se desloca “batendo” as nadadeiras peitorais como asas e, ocasionalmente, os animais podem executar curtos “vôos” fora d´água.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Exuberante e passiva, a espécie sofre principalmente com a pesca ilegal em áreas que deveriam estar protegidas, como o Parque Estadual da Laje de Santos, local de maior ocorrência no Brasil. Redes de arrasto, espécies de sacos que são arrastados no fundo do mar ou a meia profundidade, e espinhéis, linhas com diversos anzóis, são grandes inimigos da espécie, que frequentemente fica presa a eles.

Durante a temporada, o Instituto Laje Viva realiza saídas a campo em busca do animal. A entidade não-governamental trabalha com monitoramento da espécie desde 2007 e para a preservação das raias-jamanta no litoral sul paulista, lutando para que acidentes como esses não aconteçam. Por lá, já foram registrados 63 indivíduos diferentes.

Mas não precisa ser pesquisador para participar do projeto. Registros fotográficos de qualquer mergulhador podem integrar o acervo da entidade e ajudar o Laje Viva na luta pela preservação das raias. Mais informações em www.lajeviva.org.br

  • Cristiane Prizibisczki

    Jornalista com quase 20 anos de experiência na cobertura de temas como conservação, biodiversidade, política ambiental e mudanças climáticas. Já escreveu para UOL, Editora Abril, Editora Globo e Ecosystem Marketplace e desde 2006 colabora com ((o))eco. Adora ser a voz dos bichos e das plantas.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Colunas
31 de julho de 2026

A Era do Fogo: o alerta que vem da França

Os incêndios franceses demonstram que capacidade técnica e econômica, embora indispensáveis, não garantem proteção quando os ecossistemas perdem resiliência

Análises
30 de julho de 2026

As árvores não falham. As cidades, sim

Em um clima cada vez mais extremo, o risco não está nas árvores, mas em décadas de planejamento inadequado, manejo deficiente e negligência com a arborização urbana

Salada Verde
30 de julho de 2026

Ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro pode ser vice de Flávio

Senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, em nota, que discutiu a possibilidade de compor a chapa com o filho do ex-presidente, mas que decisão ainda precisa passar pelo partido

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.