Na Slate americana, um artigo levanta polêmica sobre um dos instrumentos mais utilizados nas três últimas décadas em pesquisas de conservação: armadilhas fotográficas. O termo sugere coisa mais forte do que elas realmente são, máquinas fotográficas conectadas a sensores que disparam o obturador toda vez que algo, bichos, por exemplo, cruzam por eles. Etienne Benson, autor do texto, defende a tese que o uso indiscrimando de câmeras indiscretas em áreas de mata pode estar afetando o comportamento dos animais, que muitas vezes param de frequentar os locais onde há câmeras. O maior indício, a seu ver, de que elas podem ser um problema é o número de ataques que sofrem, como mostra um vídeo do WWF capturado por esse tipo de armadilha. O rinoceronte de Java, que fazia sua estréia diante das lentes, irritou-se com a engenhoca que o filmava e resolveu estraçalhá-la. Veja outras notas do Salada Verde.
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