
Para ele, estados que fixarem índices legais de preservação baixos se tornarão mais “atrativos” ao modelo tradicional de produção, fundamentado no desmatamento da maior área possível em cada propriedade.
“Essas disputas podem trazer migrações e perdas comerciais. Por isso o tema das florestas não é de interesse local, precisa de regulação federal, assim como ocorre com as questões tributárias”, ressaltou.
O ativista também lembra que a legislação brasileira defende ao menos 25% de florestas nas propriedades rurais desde 1934, para “produção de água e reserva de madeiras”. Por isso critica os ataques frequentes de quem ainda vê nas reservas legais um entrave à produção no campo. “O Brasil não pode inovar nesse setor? Temos que copiar de fora só o que oferece menos proteção ambiental?”.
“Precisamos quebrar a capa dura de interesses atrasados defendidos por parte do setor ruralista e trabalhar com interesses de longo do prazo do país”, completou.
Saiba mais:
Anistia é com Carlos Minc
Incongruências ruralistas
Um código com 111 anos de desconversa
Código foi feito para agricultura
A Ciência e a verborragia ruralista
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Tuberculose mata três macacos no Cetas-RJ; centro está em quarentena
Confirmação da doença que levou a óbito macacos-pregos no Cetas de Seropédica leva Ibama a estender suspensão no recebimento de novos animais →
PL que retarda ação de órgãos ambientais por dois anos tem urgência aprovada
Proposta de deputado do PL prevê que órgãos ambientais aguardem dois anos para aplicar medidas como embargos e apreensões em propriedades de até 560 hectares →
Enchentes do Rio Grande do Sul fundamentam novo conceito para identificar áreas de risco
Chamada de Zona de Arraste, nova classificação nomearia fenômeno onde a força da natureza transforma uma inundação em um fenômeno de alta capacidade destrutiva →

