Estudo lançado hoje mostra que uma área de terras maior que o Brasil – superior a 850 milhões de hectares -, ou cerca de um sexto do território global, poderia ser recuperada com plantios florestais. Seria uma maneira de conter as perdas mundiais alarmantes de matas, ajudar na luta contra o aquecimento planetário e a manter populações indígenas e outras que dependem diretamente das florestas para sobreviver.
No Brasil, há cerca de 150 milhões de hectares com pastagens degradadas, majoritariamente no Cerrado e Amazônia.
“Com uma população mundial se aproximando dos sete bilhões e com projeções de ultrapassar os oito bilhões em 2025, a pressão sobre os recursos naturais é imensa. Ao mesmo tempo, as florestas da Terra seguem encolhendo, e o que resta é constantemente degradado. Temos conhecimento para restaurar florestas e agora sabemos onde isso pode ser feito”, disse Tim Rollinson, diretor-geral da Comissão Britânica de Florestas, conforme nota da UICN.
Conforme o levantamento da Parceria Global sobre Restauração de Florestas (GPFLR, sigla em inglês), a recomposição de áreas degradadas até 2030 poderá ter a mesma contribuição para reduzir a quantidade de gases-estufa na atmosfera que a esperada para a redução no desmatamento mundial.
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