
“Este é um problema global, temos visto evidências de poluição por plásticos por todos os lugares do mundo e isto está piorando”, disse em nota o capitão Charles Moore, pai da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita e um dos responsáveis por chamar a atenção do mundo para o problema.
Além de alertar para a quantidade e os tipos de plásticos flutuantes, incluindo fragmentos consumidos por peixes e outros animais, os especialistas contam que o material atrai químicos como DDT, PCB, retardadores de chama e outros poluentes. Eles podem estar ou não se acumulando no organismo de várias espécies, chegando até nossas mesas. Conforme os pesquisadores, a poluição plástica dos mares não pode ser limpa por qualquer meio. A saída é cortar o problema na sua fonte. Por isso, defendem leis que demandem das empresas tomarem para si a responsabilidade de recuperar e reutilizar os seus produtos, incluindo incentivos econômicos para promover a recuperação e a extinção dos produtos descartáveis.
Saiba mais:
Oceano de lixo nos mares do planeta
Acabando com o continente de lixo
Melhor estudo sobre lixo marinho
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Virada Cultural Amazônia de Pé traz 5ª edição com apelo por voto pela Amazônia
Evento será nesta semana e traz o tema “A política começa no território”, para convocar eleitores a votarem de olho na proteção da maior floresta tropical do mundo →
Catástrofes climáticas afetam primeiro os mais pobres
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a França incentivou ocupações em áreas agrícolas hoje mais vulneráveis a catástrofes naturais →
Operação Mata Atlântica em Pé autua mais de 8 mil hectares de desmatamento ilegal
Balanço com resultados preliminares da operação, que ocorreu em agosto nos 17 estados inseridos no bioma, foi apresentado na última sexta-feira (28/08) →

