Estudo feito no Amazonas pelos pesquisadores do Inpa Murilo Dias, William Magnusson e Jansen Zuanon, em uma área sob manejo madeireiro de baixo impacto em Itacoatiara, mostra que estas práticas, no médio prazo, afetam as comunidades de peixes nos igarapés das áreas sob exploração, resultando em alterações na composição da comunidade mesmo oito anos após o corte. Apesar disso, nenhuma espécie foi extirpada e os impactos da exploração madeireira de baixo impacto são sutis se comparados aos da forma tradicional como a atividade é feita no Brasil. O estudo mostra que comunidades de peixes são um bom indicador de alterações ambientais associadas à exploração madeireira. O trabalho foi publicado na revista Conservation Biology.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
A Era do Fogo: o alerta que vem da França
Os incêndios franceses demonstram que capacidade técnica e econômica, embora indispensáveis, não garantem proteção quando os ecossistemas perdem resiliência →
As árvores não falham. As cidades, sim
Em um clima cada vez mais extremo, o risco não está nas árvores, mas em décadas de planejamento inadequado, manejo deficiente e negligência com a arborização urbana →
Ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro pode ser vice de Flávio
Senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, em nota, que discutiu a possibilidade de compor a chapa com o filho do ex-presidente, mas que decisão ainda precisa passar pelo partido →

