Segundo Jorge albuquerque, da associação Montanha Viva, a compra da parcela da norueguesa Yara pela Vale também tem fundamento político, pois dá uma pintura nacionalista ao projeto que pretende plantar uma mina gigante para exploração de fosfato e indústria de ácido sulfúrico a céu aberto nas cabeceiras dos rios Braço do Norte e Pinheiros (foto), na bacia do Rio Tubarão, em área preservada de Mata Atlântica naquele município catarinense. ”A coisa vai ficar mais complicada. A estratégia foi retirar uma multinacional do projeto e colocar uma empresa verde-amarela”, disse.
Conforme decisão da justiça federal de setembro de 2009, reforçada em novembro do mesmo ano, a obra segue embargada. Na decisão, o juiz federal João Pedro Gebran Neto ressaltou a perspectiva de “danos ambientais irreversíveis” e também destacou que o governo catarinense atestou a viabilidade ambiental do empreendimento com base em estudos feitos “unilateralmente pelos empreendedores”.
Saiba mais:
Mantido breque na fosfateira
Rio dos Pinheiros, em Anitapolis (SC)
Perigo sobre as montanhas de Anitápolis
Ambientalista agredido em SC
Fragilidade ambiental em SC
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Tuberculose mata três macacos no Cetas-RJ; centro está em quarentena
Confirmação da doença que levou a óbito macacos-pregos no Cetas de Seropédica leva Ibama a estender suspensão no recebimento de novos animais →
PL que retarda ação de órgãos ambientais por dois anos tem urgência aprovada
Proposta de deputado do PL prevê que órgãos ambientais aguardem dois anos para aplicar medidas como embargos e apreensões em propriedades de até 560 hectares →
Enchentes do Rio Grande do Sul fundamentam novo conceito para identificar áreas de risco
Chamada de Zona de Arraste, nova classificação nomearia fenômeno onde a força da natureza transforma uma inundação em um fenômeno de alta capacidade destrutiva →
