Salada Verde

Câmara quer criar subcomissão para avaliar transgênicos

Votação para criação da subcomissão ocorrerá semana que vem. No país, 52 variedades transgênicas já foram aprovadas ou comercializadas.

Redação ((o))eco ·
9 de novembro de 2012 · 13 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Audiência da Comissão de Meio Ambiente: proposta é criar uma subcomissão para avaliar os transgênicos no Brasil. Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados.
Audiência da Comissão de Meio Ambiente: proposta é criar uma subcomissão para avaliar os transgênicos no Brasil. Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados.

Desde que a Lei de Biossegurança foi aprovada, em 2005, 52 variedades transgênicas já foram liberadas no país e nenhuma delas perdeu a autorização até hoje. Ontem, o assunto transgênico voltou a ser assunto no Congresso após a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados debater a criação de uma subcomissão para avaliar o assunto.

A sugestão veio do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) e deverá ser posta em votação na comissão na próxima semana. A avaliação é de que o Congresso dedicou pouca atenção ao tema transgênico, por isso, surgiu a ideia de criar a subcomissão.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



“É preciso que a gente reveja a interação desses organismos com nossos biomas. Não só mais rigor na saúde humana, mas também mais rigor no que diz respeito aos nossos ecossistemas, com a interação com outros organismos e com qualquer possibilidade que venha afetar nossa biodiversidade”, afirmou o deputado Sarney Filho, o presidente da comissão.

Leonardo Melgarejo, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), avalia que o País está liberando variedades transgênicas numa velocidade que a ciência não consegue responder sobre a segurança da tecnologia.

Melgarejo destacou a divisão de opiniões dentro do CTNBio (órgão responsável pela autorização de pesquisa e comercialização dos organismos geneticamente modificados), onde tem sido voto vencido o grupo de pesquisadores mais cautelosos na liberação.

Por outro lado, Flávio Finardi, presidente da CTNBio, afirmou que “o princípio da precaução, tão alegado em questões ligados à biotecnologia, é considerado dentro da CTNBio, porque analisamos caso a caso, cada processo […]. Cada vez que surgem novos fatos, vamos procurar o novo entendimento sobre aquele processo e sempre temos reavaliado nossas posições. Nossas posições são científicas, e a ciência pode mudar. Mas essas mudanças são acompanhadas” argumentou.


Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
30 de abril de 2026

Maior evento de observação de aves do mundo contará com etapa no norte do Paraná

Global Big Day promove a observação de aves como ferramenta para conservação; movimento no Brasil ganha força com o turismo de natureza na região norte do Paraná

Reportagens
30 de abril de 2026

Santa Marta encerra conferência com avanço político e pressão por tratado dos fósseis

Sem acordos vinculantes, conferência articula coalizão internacional e pressiona por saída dos combustíveis fósseis

Colunas
30 de abril de 2026

A distância também adoece: o acesso à saúde em comunidades remotas da Amazônia

Garantir um acesso contínuo e digno à saúde na Amazônia exige atuação conjunta. Nenhuma instituição, isoladamente, dará conta dessa complexidade

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.