Bioma mais ameaçado do país, onde se concentra a maior parte da fauna brasileira em risco de extinção, a Mata Atlântica vai ganhar nesta sexta-feira (21) um Protocolo de Monitoramento para Programas e Projetos de Restauração Florestal. A publicação foi desenvolvida pelos signatários do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e visa reforçar o que há de mais avançado sobre restauração ambiental. A data do lançamento coincide com o Dia Internacional da Floresta.
Este artifício significa que o protocolo conta com critérios e indicadores claros e cientificamente embasados. As diversas técnicas disponíveis para cada situação específica de recuperação, como condições de solo, proximidade de remanescentes nativos e usos anteriores da área, estão apresentadas.
A ideia é identificar se os objetivos estão sendo alcançados ou se é necessário intervir com alguma mudança em função de equívocos operacionais.
A publicação é estruturada em três princípios básicos: o ecológico, o socioeconômico e o de gestão. “A primeira versão do Protocolo foi lançada em 2011, e recebemos feedbacks de instituições que o aplicaram no campo. No atual, simplificamos os métodos e colocamos alguns indicadores que nos mostram a eficiência de um projeto de restauração desde o seu início”, diz Ricardo Viani, coordenador e redator final do Protocolo. A expectativa é que, na medida em que a publicação for utilizada, surjam novos debates para seu aperfeiçoamento.
O “Pacto pela Restauração da Mata Atlântica” é um movimento aberto a todas as instituições dispostas a apoiar ou participar de esforços de restauração florestal e que já conta com mais de 260 membros espalhados pelos 17 estados que compõem o bioma Mata Atlântica.
Leia Também
Desmatamento na Mata Atlântica é o maior desde 2008
Mais espécies em risco na Mata Atlântica
Salvar a Mata Atlântica não é prioridade
Leia também
Borboletas e formigas: um ensaio sobre jardins e ciclos
A vida em comunidade envolve relações de cuidado, mas também conflitos, riscos e ambiguidades. A cooperação é fundamental, mas não significa harmonia perfeita. E, essa lógica não é exclusiva para o mundo dos insetos →
A esperada queda da SELIC e o maior ativo do século XXI
Nos territórios, onde as veias seguem abertas e pulsam o sangue e a alma das cidades e de seus habitantes, milhares de pessoas sofrem os efeitos das decisões sobre investimentos →
Funbio lança chamada para expansão de unidades de conservação municipais
Entidade convida instituições a apresentarem projetos para Unidades de Conservação (UCs) nos biomas Caatinga, Pampa e Pantanal; inscrições vão até 30 de março →





