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Vida

Depois de alguns dias de chuva, fim de estiagem, a vida explode na mata. Não dá para ficar indiferente à diversidade dessa micro-vida, que se vê nas folhagens.

17 de novembro de 2005 · 20 anos atrás
  • Sérgio Abranches

    Mestre em Sociologia pela UnB e PhD em Ciência Política pela Universidade de Cornell

Quem nunca saiu pela mata, depois de alguns dias de chuva está perdendo um das mais explícitas manifestações de vida e diversidade que se pode ter. No domingo anterior ao feriado da República, completava 15 quinze dias de chuva inesperadamente contínua e intensa, naquela região de Minas Gerais, que fica na pontinha da Mantiqueira, entre Santos Dumont e Barbacena. A chuva fechava a temporada de seca, com grande generosidade.

É época de postura e choca das aves. Havia ninhos ativos de João de Barro, Tico-tico, Sanhaço, Coleirinho, Sabiá e Bem-te-vi. Pelo menos foram esses que Dona Chiquinha, mateira esperta, pôde identificar.

As flores de maio floresceram inesperadamente, para delírio das abelhas, vespas, borboletas, mariposas e tantos outros insetos. É época, também, de reprodução de muitos insetos. Qualquer pedacinho de mato explode de vida, micro-vida, micro-universos, coloridos, ativos. É impossível ficar indiferente a essa invasão de vida, diversa, abundante e movimentada. Tendo uma câmera ao lado, é irresistível sair fotografando tudo que se vê pela frente.

Numa manhã, fiz muitas fotos de insetos de vários tipos, aproveitando que a natureza ainda tem água, ar e tranqüilidade. Essas são algumas delas, feitas com uma Nikon D70, usando a lente AF Micro Nikkor 105mm f 2.8 D, tripé e flash ou lente AF-S VR Nikkor 70-200mm.

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