O fotógrafo Felipe Dumont, de 56 anos, é um gaúcho de Rio Grande, no extremo sul do Brasil. Sua relação com a fotografia começou ainda na adolescência, quando ganhou do tio em 1965 uma câmera Rio 400, a primeira “aponte e dispare” fabricada no país, lançada em comemoração ao quarto centenário do Rio de Janeiro. Depois dela, Felipe não conseguiu mais parar de fotografar. O vírus da fotografia foi tão devastador que ele se viu “obrigado” a abandonar um emprego burocrático para fazer do hobby profissão.
“Chutou o balde” e começou a fotografar em estúdio tudo o que aparecia pela frente, de macarrão a sanduíche, com alguns retratos no recheio. Até que um dia foi convidado para fazer um calendário, com o tema natureza. Pensou em viajar para a África ou mesmo o Amazonas. Mas a verba de produção era curtíssima e ele teve que se contentar em fotografar perto de casa mesmo.
E perto de casa estava uma das nossas maiores reservas naturais: a Reserva Ecológica do Taim, um pântano de 30 mil hectares, para onde migram milhares de aves vindas de todos os cantos, inclusive do Alaska. Foi paixão ao primeiro clique. Felipe hoje se sente em casa quando está encharcado, com frio, esperando aquela luz, que vai iluminar aquela garça, que está ali esperando ser fotografada por ele. Vendeu o carro da família, comprou um 4×4, macacão de borracha, mochila, trocou a pesada 6×7 por uma 35mm e foi à luta.
Seu primeiro trabalho como fotógrafo de natureza foi o calendário “Taim – Uma Reserva de Vida”. Depois, fotografou o livro “Taim”, publicação da ONG NEMA – Núcleo de Estudos e Monitoramento Ambiental. Fez várias exposições e os outros calendários. Atualmente, finaliza um livro sobre o Brasil Meridional, sempre tendo como tema a natureza, claro.
Ele transita livremente entre a fotografia digital e analógica. Trabalha com um corpo Nikon F100 para filmes 35 mm., uma Mamiya 6×7 para filmes 120 e um corpo Nikon D100 para fotos digitais, com lentes de 15 a 600 mm – ou seja, da grande angular extrema à teleobjetiva longa. Usa tripé Manfrotto. Sem falar num jipe “Vitara 4×4, que me leva onde quero”.
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