Parece pintura, mas não é. É fotografia. Ou melhor, Fine Art Photography. Foi sob este título pomposo que as imagens clicadas por Chico Lima ganharam dois prêmios internacionais e hoje ocupam residências e escritórios, com direito a moldura e assinatura do autor. Há 35 anos com a câmera na mão, o fotógrafo carioca enveredou pelo gênero que ergue a fotografia à categoria de obra de arte, e botou o meio ambiente em foco. “A Fine Art é um gênero que você gostaria de ter na sua parede”, explica. “E a natureza entra com força nisso, pois tem mais a ver com beleza”.
Apesar de não ter abandonado o fotojornalismo, que exercitou em grandes jornais do Rio, Chico Lima sempre teve uma queda pela Fine Art. Mas foi desde o último ano que a atividade ganhou impulso, quando ele juntou-se a outros sete profissionais que apreciavam a arte e criou o grupo Art-Sette que põe no mercado brasileiro as obras dos fotógrafos. Desde esta quinta-feira até o dia 26 de julho, os rapazes mostram pela primeira vez na cidade suas pinturas clicadas, no shopping Cassino Atlântico, em Copacabana. “Estarão expostas como quadros. Ampliadas, com moldura e vidro anti-reflexo”, conta.
No Brasil, o gênero ainda engatinha, mas já dá passos largos pela Europa e Estados Unidos. Além de serem abertas a uma pincelada aqui e outra ali, as imagens designadas Fine Art começam com o mesmo clique que qualquer outra fotografia, mas têm suas particularidades: são impressas em papel com certificado de durabilidade de 200 anos e têm tiragem limitadíssima. Para ter uma tira-gosto do trabalho, basta clicar na galeria ao lado produzida nas andanças de Chico Lima por Paraty, Niterói e Ilha da Madeira, em Portugal. “Me sinto pintando uma foto”, diz o artista. (apresentação Bernardo Camara).
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