Notícias

Três picos italianos

Parque italiano se aproxima do verão ainda coberto de neve, o que não é comum para esta época. Entre dezenas de trilhas, a mais procurada leva à base de três imponentes picos.

Andreia Fanzeres ·
10 de junho de 2009 · 17 anos atrás
Clique para ver o slideshow
Clique para ver o slideshow

Uma formação muito conhecida dos escaladores brasileiros é a de Três Picos de Salinas, no Parque Estadual de Três Picos, em Nova Friburgo, região serrana do Rio. No fim de semana passado uma amiga me chamou para conhecer a versão italiana desses três picos, localizados dentro do Parque Natural Dolomiti di Sesto, na extremidade leste dos Alpes. Foi apenas uma brincadeira, porque “Tre cimi di Lavaredo” têm pouco em comum com a paisagem fluminense.

Os Alpes ali ficam bem próximos do litoral. Em cerca de duas horas de carro partindo de Veneza começam a aparecer os cumes escarpados e cobertos de neve. Os famosos três picos não superam três mil metros de altitude. Um amigo que foi criado na região me disse que não é comum ver tanta neve nesta época do ano (quase verão no hemisfério norte), mas devido à severidade do último inverno boa parte da trilha até a base dos picos estava ainda coberta.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Existem dezenas de caminhos e vias de escalada na região, conquistadas a partir de 1869. As trilhas terrestres por vezes atravessam riachos com volume crescente de água conforme a neve derrete. O frio, como se supõe, é grande em qualquer época do ano. Mas um refúgio de bandeira italiana no pé dos três picos serve para recobrar as energias dos visitantes que optam pela trilha mais conhecida, a exatos 2.333 metros. Ali eles podem se alimentar e até passar a noite, caso façam reserva e paguem com antecedência. As trilhas usadas por soldados durante a 1ª Guerra Mundial são tradicionalmente consideradas as mais difíceis.

O parque é lar de pelo menos 53 espécies de plantas e 222 de animais, de acordo com a base de dados das Nações Unidas. Os cerca de 11 mil hectares da área protegida, criada em 1981, são contíguos a outros dois parques, Fanes – Sennes e Braies e Dolomiti d’Ampezzo. Os três guardam boa parte da paisagem alpina italiana, na fronteira com a Áustria. Confira algumas imagens da região clicando na foto acima.

  • Andreia Fanzeres

    Jornalista. Coordena o Programa de Direitos Indígenas, Política Indigenista e Informação à Sociedade da OPAN.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Análises
26 de junho de 2026

Situação política e interesses estrangeiros ameaçam o Guaíba, no Rio Grande do Sul

Nova fábrica de celulose que poderá agravar a poluição do Guaíba (RS) tem a simpatia de políticos gaúchos de vários partidos

Externo
26 de junho de 2026

Profetas do tempo: sabedoria, sinais e futuro no sertão da abundância

Saberes ancestrais e inovações sociais constroem um futuro sustentável no interior do Piauí. Primeiro episódio: A cultura cria raízes

Externo
26 de junho de 2026

Parlamentares lutam para impedir o desmonte de um projeto de observação oceânica avaliado em US$ 386 milhões feito pelo governo Trump

Parlamentares pressionam a Fundação Nacional de Ciência a interromper o desmonte da Ocean Observatories Initiative, uma rede de monitoramento oceânico de US$ 386 mi que está sendo descontinuada pelo governo Trump

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.