Nos primeiros dias da Conferência do Clima em Copenhague, o governo britânico lançou um programa inovador de estímulo para mudança de fontes de energia residenciais. A notícia ficou um pouco ofuscada pelas negociações em curso na Dinamarca, mas a idéia merece destaque.
Chamado de “Pay as you save” (algo como Pague conforme você economiza), o programa concede empréstimos para ingleses que queiram aumentar a eficiência energética de suas casas, com a instalação de painéis fotovoltaicos, por exemplo. O inovador é que o proprietário paga esse empréstimo somente com o dinheiro economizado em suas faturas de gás e eletricidade ou com os rendimentos gerados localmente pelo implemento das tecnologias limpas.
A medida foi adotada para tentar vencer a barreira inicial que muitos moradores ingleses encontram com os custos de instalação dos equipamentos. Atualmente, segundo o Conselho Britânico de Construções Sustentáveis, cerca de 45% das emissões de gases de efeito estufa são de fontes residenciais. O programa Pays as you save começará com uma fase piloto, com 500 casas, para medir a aceitação da medida, mas o governo inglês espera que 26 milhões de lares britânicos aumentem sua eficiência energética nos próximos anos.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
À espera de um filhote de harpia
Saga de sete dias para capturar o filhote na Mata Atlântica baiana permite instalação de transmissor que ajudará a coletar dados inéditos sobre a espécie →
O que a invasão dos javalis nos ensina sobre o princípio da precaução
Quando os princípios ambientais recomendam cautela, avaliação prévia dos riscos e mais estudos, muitos provavelmente enxergam tais exigências como entraves burocráticos ao desenvolvimento →
BR-163 acelera exportações de soja, aumenta emissões de poluentes e aquece esquemas do mercado de carbono
Da história da construção da rodovia aos impactos atuais dos caminhões na saúde respiratória, as emissões movimentam a compra e venda de créditos de carbono “opacos” entre os estados do MT e PA →
