O diesel S-50, com 50 partes por milhão (ppm) de enxofre e bem menos poluente do que o que hoje roda no país, começou a ser fornecido este mês pela Petrobrás para as frotas cativas de ônibus urbanos de Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Região Metropolitana de São Paulo, aumentando, assim, o número de municípios abastecidos com diesel mais limpo. A medida atende ao cronograma estabelecido por um acordo firmado no final de 2008 entre a Petrobrás e várias outras entidades e órgãos. O S-50 está disponível no país desde janeiro de 2009, inicialmente para as frotas cativas de ônibus urbanos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Em maio de 2009, as regiões metropolitanas de Fortaleza, Recife e Belém iniciaram a comercialização deste combustível para todos os veículos a diesel. Os ônibus urbanos de Curitiba são abastecidos pelo S-50 desde agosto de 2009. A ampliação das cidades onde o diesel menos poluente pode ser encontrado continua até 2011. Em janeiro de 2013, Petrobrás promete que veículos novos rodarão com diesel de 10 ppm de enxofre.
Saiba mais:
– Enxugando gelo nas cidades
– Proteção ao lucro, não ao meio ambiente
– Festinha estatal regada a diesel
– O novo que já nasceu velho
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
IPAM e UNODC lançam guia para proteção de terras indígenas
Documento defende o protagonismo indígena na proteção territorial e reúne práticas para enfrentar invasões, garimpo e desmatamento ilegal →
Racismo ambiental: quem fica de fora da discussão climática no Brasil?
Agendas como a transição energética e planos climáticos avançam sem incluir populações periféricas, indígenas e tradicionais nas decisões →
Mudanças climáticas encurralam aves nas montanhas da Chapada Diamantina
Aumento da temperatura global pode comprometer a sobrevivência de espécies de distribuição mais restrita ao topo das montanhas, como o beija-flor-de-gravata-vermelha →
