Eduardo Pegurier
A expectativa de vida nos países desenvolvidos aumenta 6 horas por dia ou 2,5 anos por década. Essa é a média dos últimos 170 anos. É provável que a maioria das pessoas que nasceu em torno do ano 2000 chegue a 100 anos. Agora faça as contas. Dezessete décadas vezes 2,5 anos é igual a um ganho de 42,5 anos. Isso quer dizer que, se hoje essa expectativa nos países ricos é um pouco maior do que 80, em 1840 era de 40 anos. Isso nos lugares mais ricos do mundo. No Brasil, para citar de cabeça, o ganho nas últimas três décadas foi parecido. O brasileiro médio ganhou 10 anos extras, com chance de ir até aos 72 anos e, seguindo assim, em 2100 vai passar fácil dos 90.
Há dois séculos estamos rapidamente nos tornando urbanos e, progressivamente, abandonando os trabalhos braçais por atividades mais intelectuais. Cada país está em um estágio dessa transformação, mas todos caminham no mesmo sentido. A tecnologia está nos permitindo transitar da economia agrícola para a industrial e, finalmente, para a de serviços.
Essa combinação de usar mais a cabeça do que o corpo para se sustentar e muito tempo para viver aumenta o incentivo para planejar. Faz pensar que as preocupações ambientais continuarão ganhando centralidade. Com 90, 100 anos pela frente, nós ou os nossos filhos viverão para testemunhar mesmo as consequências das nossas ações no espaço de tempo que chamávamos ‘a perder de vista’.
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