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Macaco-prego-de-crista: vítima da Mata Atlântica

O Sapajus robustus é mais uma espécie animal vítima da redução do bioma mais ameaçado do país, que hoje tem menos de 9% do tamanho original.

Redação ((o))eco ·
19 de agosto de 2014 · 7 anos atrás

Macaco-prego ([i]Sapajus robustus[/i]). Foto:
Macaco-prego ([i]Sapajus robustus[/i]). Foto:

Macacos-prego são primatas do Novo Mundo do gênero Sapajus que conta com 8 espécies ao todo, 3 das quais se encontram sob ameaça de extinção. Dentre estas está o macaco-prego-crista (Sapajus robustus), macaco endêmico da região entre as margens do rio Doce e rio Jequitinhonha, nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e sul da Bahia. Por habitar as florestas tropicais úmidas e secas da Mata Atlântica, não surpreende que uma das maiores ameaças à sobrevivência da espécie seja a perda/fragmentação do habitat: apenas 8,5% do bioma original ainda resiste. Soma-se a isto a caça e o tráfico que explicam a classificação dada pelo ICMBio de ‘Vulnerável‘ e da IUCN, de ‘Em Perigo‘.

O Sapajus robustus é encontrado nas seguintes unidades de conservação: Reserva Biológica de Sooretama, Reserva Florestal de Linhares, Reserva Biológica do Córrego Grande e na Reserva Biológica do Córrego do Veado, no Espírito Santo, e também nos Parques Nacionais do Descobrimento, do Pau Brasil e Histórico do Monte Pascoal, na Bahia.

 

 

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