Notícias

Ministra anuncia Cláudio Maretti na presidência do ICMBio

Izabella Teixeira falou sobre escolha do geólogo para dirigir o órgão que administra áreas protegidas federais durante cerimônia em Brasília.

Redação ((o))eco ·
27 de abril de 2015 · 7 anos atrás

Novo presidente do ICMBio, Cláudio Maretti trabalha no WWF desde 2003. Foto:
Novo presidente do ICMBio, Cláudio Maretti trabalha no WWF desde 2003. Foto:

No fim da manhã desta segunda-feira (27), a ministra Izabella Teixeira anunciou a troca de comando no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O geólogo Cláudio Maretti vai substituir Roberto Ricardo Vizentin na presidência do órgão que cuida da gestão das áreas protegidas federais.   

Maretti hoje é líder da Iniciativa Amazônia Viva (LAI, na sigla em inglês), da ONG WWF (World Wildlife Fund).

O anúncio ocorreu durante a cerimônia de posse de Ana Cristina Barros no comando da Secretaria da Biodiversidade e Florestas (SBF) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), e pegou quase todos os presentes de surpresa. Entretanto, Vizentin sabia há pelo menos 3 semanas que deixaria a presidência do ICMBio.

Em conversa por telefone com ((o))eco, Vizentin confirmou a mudança e disse estar satisfeito com a escolha da ministra. Sobre seu mandato, afirmou que “o balanço é muito positivo, acho que conseguimos coletivamente, com a direção do instituto, dar uma contribuição importante”. Ele pretende agora voltar para o doutorado em Agroecologia na Universidade de Córdoba, na Espanha, que trancou para assumir a presidência do ICMBio, em março de 2012.

Ambientalista veterano

Cláudio Maretti está no WWF há 12 anos. Nos últimos quatro foi líder da Iniciativa Amazônia Viva (Living Amazon Initiative – LAI) da Rede WWF.  

Formado em geologia pela Universidade de São Paulo (USP), ele fez mestrado em geotecnia e doutorado em geografia humana, com tese sobre gestão territorial comunitária no oeste africano.

Maretti participou ativamente da implementação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), considerado o maior esforço de conservação local da biodiversidade no mundo, que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF), do Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW), da Rede WWF e do Fundo Amazônia.

Cláudio também é membro do Conselho Mundial da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN). Em novembro de 2014, no Congresso Mundial de Parques, Maretti recebeu o Fred Packard Award em reconhecimento ao seu trabalho na conservação de áreas protegidas.

Além do anúncio da mudança no ICMBio, a ministra Izabella Teixeira também confirmou Carlos Guedes de Guedes para assumir a Secretaria do Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDRS) do Ministério do Meio Ambiente. Guedes foi presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e ex-servidor de carreira do órgão. Além disso, foi secretário Extraordinário de Regularização Fundiária na Amazônia Legal Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e coordenador do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural.

 

 

Leia Também
Claudio Maretti:”A Amazônia tem um valor impossível de calcular”    
“O passivo fundiário é só a ponta do iceberg”, afirma Vizentin    
Roberto Vizentin: prioridade será a regularização fundiária

 

 

 

Leia também

Reportagens
12 de agosto de 2022

Conhecer para preservar: atrizes de Pantanal contam como se apaixonaram pelo bioma

Letícia e Malu explicam a paixão despertada pelo bioma durante as gravações e destacam importância da conservação para a região

Notícias
12 de agosto de 2022

Amazônia perdeu área equivalente à cidade de São Paulo em julho, mostra INPE

Números foram atualizados nesta sexta-feira. Desmatamento em 2022, segundo o Deter, chegou a 8.600 km², área quase do tamanho de Rio Branco (AC)

Notícias
12 de agosto de 2022

Monitoramento de baleias no Rio registra trânsito de 58 baleias próxima das ilhas Cagarras

Desde o ano passado, o Projeto Ilhas do Rio acompanha o corredor migratório das jubartes pelo litoral do Rio. Pesquisadores alertam para grande volume de lixo na rota das baleias

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta