Encabeçado pela Indústria de Fosfatados Catarinense (associação da norte-americana Bunge e da norueguesa Yara), o chamado Projeto Anitápolis está tirando o sono de ambientalistas catarinenses, já zonzos com a aprovação do “Código Ambiental” pelo legislativo daquele estado. Anitápolis fica em uma região serrana de Mata Atlântica com alto potencial turístico a cerca de cem quilômetros de Florianópolis. De lá brotam nascentes de rios importantes do estado.
Todavia, desde 1977 há intenções de se explorar fosfato para produção de fertilizantes agrícolas naquelas montanhas. A empreitada estava adormecida há décadas, mas movimentos governistas e privados para reduzir a importação desses insumos acordou o dragão. Agora, uma grande mina a céu aberto deve ser instalada na região. O órgão ambiental catarinense já teria concedido licenças ao empreendimento.
Ambientalistas reconhecem que dificilmente o projeto será congelado e por isso alertam em alto e bom som sobre seus perigos. Por exemplo, se barragens com rejeitos tóxicos da atividade romperem, os contaminantes podem seguir pelos cursos d´água chegando até municípios como Tubarão ou Laguna, à beira mar. Para manter a atividade, caminhões trafegarão por rodovias federais e estaduais com produtos como enxofre e ácidos. A produção deve durar pouco mais de três décadas. Já os prejuízos socioambientais… Mais informações aqui.
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